Inquisição do Enem: direita monta comissão para censurar questões da prova

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O governo fascista de Jair Bolsonaro (PSL) montou uma comissão para verificar as questões do ENEM e adequá-las à ideologia da extrema-direita. A ideia é censurar os conteúdos que, de acordo com o pensamento direitista, devem ser banidos do debate público na sociedade. O primeiro passo é censurar conteúdos do ENEM, mas o objetivo final é expandir a censura para todas as instituições de ensino, partidos políticos, grupos artísticos, sindicatos, movimentos sociais (negros, LGBT, mulheres), coletivos de juventude e organizações populares e de massas.

A extrema-direita, que busca se esconder numa suposta neutralidade do ensino, quer na verdade promover uma ampla doutrinação direitista em todos os espaços. O projeto Escola Sem Partido é exemplo mais claro do que os fascistas pretendem fazer com a educação e a cultura no país: uma escola fascista, policialesca, onde vigoram o medo e o silêncio e que não haja qualquer espaço para o pensamento livre e a reflexão crítica sobre os problemas do país. Seria uma escola que ensinaria sobre a “Revolução Democrática de 1964”, de caráter religioso e sem qualquer tipo de organização da juventude. Seria a concretização da palavra-de-ordem de um general fascista da Espanha: “abaixo a inteligência!

É preciso impor uma dura derrota à extrema-direita bolsonarista e o seu governo de militares, latifundiários, banqueiros e topo tipo de vigaristas a serviço dos EUA . Somente uma mobilização de massas, convocada por toda a esquerda pelo Fora Bolsonaro, pode ter êxito em derrotar o governo fascista de Jair Bolsonaro.