Inimigos da cultura, vereadores da direita tentam censurar mais uma exposição

fernando_borja_

Com o golpe de estado, a política da direita entrou em uma ofensiva total contra os direitos da população e contra a classe operária. O fascismo está ficando cada vez mais presente. Esse fenômeno já era denunciado antes quando falava-se do Movimento Brasil Livre (MBL), que foi financiado pelo capital financeiro para promover duros ataques contra a esquerda e o governo Dilma. O caráter do fascismo dos “libertários”, como eles gostam de se chamar, já se via com as ações de Fernando Holliday, Kim Katiguiri e ourtos palhaços do movimento direitista.

Com isso, a questão foi desenvolvendo há um ponto em que a censura está cada vez mais presente na sociedade brasileira. Isso fica explícito em diversos acontecimentos. No início do ano diversas exposições foram alvos da extrema-direita fascista, e portanto de seus componentes no Estado, como os procuradores. Obras que tratavam sobre sexualidade, nudez e outras coisas do tipo foram acusadas de serem “imorais”, de “incentivar a pedofilia” e outras asneiras moralistas dos reacionários, lembrando bem a política inquisidora da Igreja católica, que perseguia, censurava e torturava aqueles que não seguiam as normas do catolicismo, e também a política repressiva dos nazistas que queimavam livros e taxavam algumas obras de “degeneradas”, “psicóticas” e outros adjetivos depreciativos.

Agora, mais uma vez a direita quer censurar as manifestações artísticas. A câmara de vereadores de Belo Horizonte e os cachorros loucos da extrema-direita entraram numa ofensiva contra a obra Sonho agridoce, ou imaculado exposta no Centro Cultural São Geraldo. Os vereadores caracterizaram a obra como apologista da “erotização e da masturbação”, e usaram a política do pedófilo enrustido de que as crianças estariam “expostas a uma mostra pornográfica”.

Diversos elementos da extrema-direita foram ao local para intimidar as pessoas. Os intolerantes acéfalos foram respondidos com manifestações a favor do artista e da obra. “A mostra é composta por um painel com mais de 200 fotos e um vestido de noiva, onde foram alfinetadas imagens de corpos masculinos parcialmente despidos.”

Isso revela a gravidade da censura no Brasil, e é um alerta para os setores da esquerda que defendem a intervenção do estado na vida do individuo por um comentário por ele feito ou para perseguir supostas notícias falsas, as chamadas “fake news”. A política da classe operária deve ser a de apoio incondicional à liberdade de expressão.