Pirataria
Após primeiro julgamento a favor do golpista Juan Guaidó, imperialismo volta a interferir politicamente e economicamente na Venezuela e em suas riquezas.
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Inglaterra tenta impedir que Venezuela decida sobre suas próprias riquezas. | Foto: Reuters/Marco Bello
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Inglaterra tenta impedir que Venezuela decida sobre suas próprias riquezas. | Foto: Reuters/Marco Bello

Mais um capítulo da história de uma verdadeira pirataria por parte do Reino Unido contra a Venezuela começou nesta última terça-feira (22) em Londres. Desta vez, a justiça britânica irá julgar o pedido de reabertura do processo sobre a repatriação do ouro venezuelano que está em posse do Banco da Inglaterra , que envolvem a corte e o sistema financeiro imperialista, o golpista opositor Juan Guaidó e governo de Nícolas Maduro.

Em julho, um primeiro julgamento foi realizado quando o governo da Venezuela tentou repatriar o ouro como forma de obter recursos para o combate a Covid-19 no país. No entanto, Juan Guaidó, o “auto proclamado” presidente golpista interviu para impedir que isso acontecesse, e a corte tomou decisão favorável a ele, afinal este é “reconhecido” como líder da Venezuela por 50 países incluindo o Reino Unido, que atendem aos interesses imperialistas e decidem acima da vontade do povo venezuelano. Com isso, o caso virou uma verdadeira pirataria por parte do Reino Unido contra a Venezuela, afinal o país imperialista está colocando seus interesses acima da soberania nacional venezuelana e colocando as riquezas de outro país nas mãos de quem bem entende, sendo que essa riqueza já tem dono, e pertence ao povo venezuelano e que neste momento necessita de mais recursos para o combate a pandemia.

A situação do ouro venezuelano é algo grave e abre brecha para que várias outras situações semelhantes aconteçam com outros países que contam com políticas anti imperialistas e mais nacionalistas e que possuem riquezas armazenadas em grandes bancos fora de suas fronteiras, permitindo assim que os países imperialistas, grandes donos do sistema financeiro, possam decidir sobre as posses e sobre os rumos de suas políticas passando por cima de qualquer soberania nacional. Além disso, o caso venezuelano é uma clara interferência de outro país em seus assuntos internos, o que é claramente proibido pelo direito internacional.

É importante ressaltarmos e denunciarmos que o Reino Unido não tem nenhum direito ao ouro venezuelano, e por isso não possui também o direito de decidir sobre seus rumos e a quem deve ser entregue ou como deve ser utilizado, nem se basear em sua posição imperialista para isso. O atual governo, legítimo e eleito pelo povo, no caso Nícolas Maduro, é quem tem o poder de decisão sobre quando e onde o ouro deve ser resgatado e assim sua riqueza utilizada.

Este é mais um ataque imperialista contra a Venezuela, numa tentativa de interferir economicamente e também politicamente no país, quando reconhece um “presidente” que não foi eleito e não está no poder para tomar posse da riqueza do povo, uma tentativa de desestabilização e infiltração imperialista dentro da América Latina, mais uma entre tantas outras. É preciso denunciar amplamente o que o imperialismo britânico está realizando contra a Venezuela e defendê-la, afinal qualquer ataque imperialista dentro da América Latina interfere diretamente na vida dos trabalhadores de toda a região. É preciso defender a soberania da Venezuela, da América Latina e agir contra o imperialismo e suas políticas agressivas contra os trabalhadores.

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