Crise e desemprego
Com o aprofundamento das crises, o capitalismo oferece cada vez mais trabalhos precários e com baixos salários, pelo andar da carruagem logo receberemos os grilhões
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Trabalho escravo | Foto: Jeso Carneiro

Conforme matéria do Jornal Hora do Povo, com base na PNAD Contínua ( Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio) publicada pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) diz que a taxa de emprego informal ficou em 38,8% no trimestre que vai de agosto a outubro. Em relação ao trimestre móvel anterior houve aumento de 6,6%. Portanto evoluiu de 32,714 milhões de pessoas para quase 35 milhões de empregos informais.

Na passagem do trimestre maio a julho para o trimestre de agosto a outubro deste ano houve criação de 2,273 milhões de postos de trabalho, sendo que destes, 2,020 milhões foram do setor informal, o setor mais afetado pela pandemia, e que agora retornam ao trabalho, conforme informação do técnico do IBGE.

Nesse mesmo período de análise, houve a criação de mais 9% de postos de trabalho sem carteira assinada no setor privado. São 779 mil trabalhadores a mais nessa condição. O trabalho por conta própria, na maioria informal, teve aumento de 1.05 milhões de vagas.

Pelo lado do emprego formal nesse período houve aumento de 1,3% de vagas que correspondem a 384 mil novos postos de trabalho. No final do terceiro trimestre o total de empregados formais ficou em 29.769 milhões.

A taxa de desemprego, carinhosamente citada pelo IBGE como taxa de desocupação, está em 14,6% nesse período analisado, são cerca de 14 milhões de desempregados, excluídos os empregos informais, subemprego, autônomos, os que desistiram de procurar emprego. Dá pra dizer tranquilamente que metade da população está desempregada.

Estamos assim longe da marca do último trimestre de 2014 quando a taxa de desemprego era 6,5%, e que com a crise econômica e da pandemia dificilmente voltará a esse patamar. Desde então a ascensão do desemprego progride ano a ano. Vê-se assim que os trabalhadores retirados de seus postos nas indústrias e na construção civil foram parar na informalidade, com sérias perdas salariais, etc.

Tudo isso é consequência da crise do capitalismo que vem desde 2008, acentuada pelo golpe de estado e também pela pandemia. Assistimos assim a enormes perdas para a classe operária, trabalhadora. Tivemos a perda de direitos trabalhistas, previdenciários, redução do salário, de atendimento médico e fundamentalmente o emprego.

Apesar de pequenas as diferenças, o desemprego atingiu fundamentalmente a faixa etária dos 18 aos 59 anos, homens e mulheres, quase indistintamente. Do primeiro trimestre deste ano para agora, notou-se diminuição do desemprego para a faixa etária de 14 a 18 anos. 

Sem emprego e sem perspectivas de quando irão novamente encontrá-lo, a classe trabalhadora precisa continuar a viver, ou melhor, sobreviver em meio a essa pandemia que também não tem data prevista de acabar.

A solução encontrada por eles está sendo a procura por empregos informais, que vem crescendo a oferta à medida que a crise aumenta, trabalham  sem segurança alguma, em condições bastante precárias e expostas à contaminação e com salários reduzidos. Parece que a democracia esqueceu-se de incluir essa classe na sua política. Mas contudo a classe burguesa continua aumentando sua riqueza, mesmo durante essas crises aumentaram em 10% seu patrimônio.

As empresas estão oferecendo cada vez mais empregos em situação precária, com baixos salários, terceirização e acabando com os empregos públicos também pelos mesmos métodos.

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