Saque imperialista
Bolsonaro decretou desconto na importação de bicicletas de 15% nos impostos
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Desde 2016, Zona Franca de Manaus perdeu 62 mil vagas de trabalho | Foto: David Schroeder
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Desde 2016, Zona Franca de Manaus perdeu 62 mil vagas de trabalho | Foto: David Schroeder

O projeto de destruição da indústria nacional brasileira imposto pelo fascista Jair Bolsonaro e os golpistas da direita tradicional se encontra a todo vapor. No dia 18 de fevereiro, o presidente ilegítimo decretou desconto na importação de bicicletas de 15% nos impostos. A tarifa cairá de 35% para 20% entre os meses de março e dezembro de 2021. A partir de 1º de março, o imposto será de 30%, em 1º de julho cai para 25%, e de 31 de dezembro para 20%.

Bolsonaro provoca com a redução de impostos impacto profundamente negativo na permanência de 3,6 mil empregos diretos e 7 mil indiretos na indústria de bicicletas na Zona Franca de Manaus. No estado são produzidas bicicletas quatro empresas: Caloi, Bike Norte, Seisen e Ox.

A situação dos trabalhadores da região era frágil com a crise econômica e a pandemia. Agora, com a proposta do governo para beneficiar os monótipos internacionais dá um golpe de misericórdia para diversos setores econômicos da região e do país.

Segundo o presidente da CUT Amazonas e do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) ,Valdemir Santana, a decisão impactara mais de 2,2 milhões de habitantes da capital amazonense, outros 2,7 milhões que vivem em 13 municípios que compõem a região metropolitana de Manaus.

A medida provocará efeito dominó em atividades secundárias ligadas a indústria de bicicletas, como produção de alimentícios, que emprega 95 mil pessoas, além de cozinheiros, vigilantes, motoristas e profissionais de serviços e comércio da capital e região metropolitana.

O impacto se dará em outras áreas da indústria nacional, como no caso de Minas Gerais, que fornece o aço para a produção em Manaus.

Desde o golpe de 2016, as lideranças sindicais afirmam que mais de 62 mil empregos foram suprimidos na região, com as ações políticas entreguistas de Temer e Bolsonaro, como a isenção fiscal de eletrônicos.

O quadro de crise aprofundada desde 2016 não é coincidência, é somente o plano orientado pelo imperialismo para dar fim a economia nacional e acabar com as condições de vida da população.

Para que a situação dos trabalhadores se reverte é preciso que se faça algo com urgência, as direções sindicais e centrais cabem a denúncia, mas principalmente a ação e organização da classe.

A única forma que se apresenta nesse momento aos operários brasileiros é uma massiva greve com ocupação de fábricas, deixar claro a Bolsonaro e seus chefes imperialistas que não terão permissão para roubar o país.

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