Burguesia destrói a amazônia
Os industriais do Pará por meio do de uma carta aberta do Centro de Indústrias do Pará apoiaram o governo ilegítimo de Bolsonaro e seu ministro Salles destruidor do meio ambiente
Fiepa
Reunião da FIEPA, Federação dos Indústrias do Estado do Pará | Foto: Reprodução/Google

Após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, a burguesia Paraense veio se posicionar em favor do governo golpista de Bolsonaro através do Centro de Indústrias do Pará, o CIP. O presidente da instituição José Maria da Costa Mendonça, que também é vice-presidente executivo da FIEPA, assinou a carta aberta em apoio ao ministro do meio ambiente Salles que disse que o governo deveria aproveitar o caos gerado pela pandemia de Covid-19 para “passar a boiada”, ou seja, destruir completamente a legislação ambiental em prol do lucro dos latifundiários.

A burguesia industrial paraense é quase que identica a burguesia agrária, o próprio José Mendonça é dono de enormes latifúndios na ilha de Marajó, mas isso não significa que no resto do país a situação seja muito diferente. A burguesia brasileira se une contra a classe trabalhadora para explorá-la e, no momento, para  jogar todo o peso da crise econômica em suas costas, e ainda no processo, destruir completamente o meio ambiente, que afeta intensa e diretamente os trabalhadores rurais.

A carta da CIP expressa na verdade um apoio da burguesia nacional ao governo Bolsonaro, afinal, como foi visto na reunião divulgada, toda a sua política é voltada para atacar o povo e manter os lucros do empresariado e dos latifundiários. Alguns setores como esses industriais do Pará apoiam o governo escancaradamente, já outros parecem aparentar uma oposição como a Rede Globo, mas na realidade eles apenas atacam de leve Bolsonaro para poder controlá-lo. Isso fica explícito comparando o comportamento da mídia frente a um governo que ela de fato quer derrubar, sendo o mais recente caso o golpe de 2016 contra Dilma, mas existem vários exemplos na história do Brasil como Vargas em 1954 e Jango em 1964.

Esse exemplo do Pará é importante pois indica a posição de toda a burguesia frente ao vírus corona, não serão apenas as leis ambientais que são alteradas, mas o ataques vêm em todos os âmbitos. Demissões em massa, retirada de direitos trabalhistas, retirada de direitos políticos, retirada de direitos básicos, mais repressão, como é visível no Rio de Janeiro em que houve um aumento nos assassinatos feitos pela polícia. O povo é atacado por todos os lados no momento mais crítico das últimas décadas, só a um caminho a se tomar.

É preciso mobilizar a classe trabalhadora contra a burguesia nacional e contra o imperialismo para que ela não seja massacrada com a pandemia. É preciso que as organizações populares, CUT, MST, partidos de esquerda se unam para derrubar o governo golpista de Bolsonaro e assim acabar com o regime do golpe, que se iniciou em 2016. Sem nenhuma frente ampla com aqueles que também são inimigos do povo, mas apenas uma frente única da esquerda contra Bolsonaro, contra os militares e também contra o centrão. É necessário mobilizar o povo pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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