Golpe destrói a economia.
Expectativa de recuperação econômica frustra industria não só paranaense, mas todo setor nacional.
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presidente da fiep
O presidente da Fiep, Carlos Valter (ao centro) Foto: Gelson Bampi |

 

Relatório divulgado nessa terça-feira (10) pela FIEP Federação das Industrias do Paraná aponta que 2019 não correspondeu com a expectativa que os empresários e industriais paranaenses tinham em relação ao relatório divulgado em 2018. A pesquisa mostra que o resultado ficou praticamente estável em relação ao ano passado.

Os entrevistados demonstram insatisfação com relação aos pedágios, à estrutura tributária e aos incentivos fiscais, de acordo com eles são fatores que impedem o desenvolvimento do estado dentro e fora do país. 63% dos que responderam dizem que a segurança é um problema sério, 55% afirmaram que as rodovias do estado são um problema grave de estrutura e 43% sinalizaram que a energia também prejudica o setor industrial.

Quando a avaliação é feita em 2019 a conclusão é de que as elevadas expectativas do ano anterior não se concretizaram em termos de melhoria de ambiente de negócios. Em 2018, 81% dos empresários declararam estar com a expectativa favorável para 2019, já a pesquisa atual, mostra que apenas 45% dos empresários informaram que o desempenho de sua empresa foi bom ou muito bom.

A pesquisa realizada com gestores de indústrias para 2020, 70% estão otimistas e preveem aumento das vendas de seus produtos, 57% esperam melhorias na conjuntura econômica e 49% apostam em abertura de novos mercados.

A semana de economia de 2019, da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas, levantou o tema sobre as razões da atual fase de estagnação da economia brasileira, o principal fator seria a concentração de lucros, que nos últimos anos dobrou para uma parcela de 1% dos mais ricos.

De 2004 a 2013 o Brasil cresceu 4,5% ao ano, segundo o economista Nelson Barbosa os fatores de estagnação após o golpe de estado seria a estrategia de politica econômica de Temer-Bolsonaro, a piora no cenário internacional a partir de 2018, a incerteza institucional com a politização da justiça e judicialização da politica e o cenário politico instável.

A isso se somam o desemprego no Brasil que atualmente já passam da casa dos 12 milhões e lucros gigantes para o setor bancário nos últimos três anos.

Um novo relatório anual da Comissão Regional das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (12) pela CEPAL aponta que o período de 2014-2020 será o de menor crescimento para as economias da América Latina e do caribe nas ultimas sete décadas, isso levará a região latino americana a crescer em 2019 apenas 0,1% em média, enquanto as projeções de crescimento para 2020 permanecerão baixas, cerca de 1,3% para a região em seu conjunto.

Apesar da imprensa golpista tentar esconder ou inflar os números negativos com relação à industria e produção não apenas no Paraná, como em todo o País, a verdade é outra. Com pesquisas ligadas aos grandes capitalistas e fundações financiadas por empresários que apoiaram o golpe de Estado e também apoiam governos neoliberais como de Bolsonaro, a esperança da classe empresarial é de que as reformas contra os trabalhadores a retirada de direitos da classe explorada se daria uma melhora nos seus lucros e na economia em geral, pelo contrário não há melhora alguma.

Nas últimas semanas os jornais da burguesia comemoraram um aumento irrisório do PIB nacional que não chegou nem a 1%, mascaram as noticias, publicam manchetes distorcidas na tentativa de acalmar os ânimos do setor industrial, enquanto o governo faz sua parte prometendo mais reformas e mais retirada de direitos contra a população trabalhadora em geral.

Quando os números realmente chegam, a situação é de desespero, não há melhora da economia e a situação de recessão e estagnação se mostram claramente. De acordo com economistas, situação essa que vem se repetindo ano apos ano depois do golpe de Estado em 2016. Portanto a população deve se organizar, mobilizar e lutar nas ruas contra esse governo e essas falsas melhorias na economia que já afetam de forma negativa o dia a dia e a sobrevivência de todo cidadão trabalhador brasileiro.

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