No Paraguai, o grupo guerrilheiro indígena Brigada Indígena contra Matones de Estancia assumiu a autoria da execução do brasileiro Avelino Camargo, jagunço, que trabalhava para um dono de terras no leste do país hispânico. Segundo informações da Mídia 1508, “na noite de segunda-feira (8), cerca de 20 pessoas, portando armas longas e curtas e em trajes camuflados, atacaram a fazenda Ñandu’i, a 75 km de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil”.

A relação entre os indígenas e os jagunços era muito ruim; Avelino Camargo era um assassino, tendo baleado um indígena e sido acusado de estuprar uma jovem de comunidade ao redor. “Após o justiçamento, os combatentes  incendiaram veículos e dependências do latifúndio, que pertence aos ruralistas brasileiros Darci e Iracy Antoniolli”. (Mídia 1508)

Segundo testemunha de um companheiro de Camargo, os dois estavam em uma caminhonete, quando foram interceptados por indígenas portando fuzis. Camargo teria sacado sua arma, mas acabou sendo morto e baleado.

Os indígenas queimaram as posses da fazenda e expropriaram algumas. Em seguida, partiram deixando panfletos da organização nas redondezas.

A ação dos indígenas está correta. É preciso se defender, através da força, das brutalidades dos latifundiários assassinos. O grupo paraguaio mostra que a auto-defesa indígena pode muito bem dar certo, inclusive no Brasil

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