Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Duas irmãs indígenas da etnia Guarani Mbya, Zélia Fernandes e Patrícia Fernandes, de 21 e 9 anos, foram atropeladas na altura do Km 318 da BR-116, no município de Barra do Ribeiro, no estado do Rio Grande do Sul. Outro indígena de 16 anos ficou ferido no mesmo local.

Os três indígenas estavam a caminho da área indígena Passo Grande, que está em processo de demarcação desde 2009, sendo impedida pela direita golpista que possui interesse na área a ser demarcada.

Segundo os indígenas, esse tipo de ocorrido nas estradas é muito comum e há pelo menos um caso por ano, sempre com morte de indígenas.

Apesar de parecer uma morte derivada de um acidente comum, não podemos deixar de lembrar que esse tipo de “morte por atropelamento” é muito comum em áreas indígenas em conflito. Esse tipo de crime é muito comum no Mato Grosso do Sul, estado com grandes conflitos por terra e áreas reivindicadas pelos povos indígenas, e que freqüentemente pessoas são assassinadas por atropelamento. Fato que ocorre especialmente com lideranças indígenas que lutam pela terra contra latifundiários da região.

A mesma situação ocorre no Rio Grande do Sul onde há uma ofensiva contra os povos indígenas e seus direitos. As investigações apontam que sequer o motorista que atropelou os indígenas freou, numa situação muito suspeita, e nem prestou ajuda as vítimas.

Há uma enorme campanha contra os indígenas e após o golpe há uma perseguição aos indígenas por fascistas e latifundiários para impedir demarcações de terras indígenas. Nos estados do Sul movimentos fascistas organizados e impulsionados pelos golpistas para atacar os indígenas, como recentemente no assassinato do professor indígena etnia Xokleng foi a pauladas na cidade de Penha, Santa Catarina e do bebê na rodoviária de Imbituba, também Santa Catarina.

É evidente que a polícia e as autoridades ligadas ao governo golpista federal e estadual vão apontar como crime comum e derivado de um acidente, mas os dados nesses anos e a situação política atual após o golpe apontam para outro caminho.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas