Fora Bolsonaro
Diante da pandemia do Coronavírus, os povos indígenas devem tirar a Sesai das mãos dos bolsonaristas para evitar uma contaminação generalizada dos povos indígenas.
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indigenas ocupam
Indígenas ocupam a Sesai contra a direção bolsonaristaFoto: Kamikia Kisedje / Cobertura Colaborativa |

Por Renato Farac

A pandemia do Coronavírus está revelando de maneira chocante os graves problemas do sistema de saúde pública colocado pela direita nos cortes de orçamento, destruição do Sistema Único de Saúde (SUS) e da assistência para as populações mais pobres e necessitadas. No caso dos indígenas essa política deixou a situação ainda mais grave.

Devido ao volume de dinheiro envolvido, a intenção de destruir o sistema público de saúde e interesses nas terras indígenas, o governo Bolsonaro desde os primeiros dias tem a intenção de acabar com a a Secretaria Especial da Saúde Indígena (SESAI), um braço do Sistema Único de Saúde (SUS) para cumprir a tarefa de assistência de saúde indígena.

A primeira medida do governo Bolsonaro foi atacar o programa Mais Médicos e a quase totalidade dos médicos que atendiam eram de Cuba através de um convênio realizado nos governos petistas.

Com o fim do programa, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) perdeu 81% (301 dos 372) dos médicos que atendiam os indígenas e gerou um enorme caos no atendimento aos indígenas aumentando mortes e o completo abandono dessas comunidades. Dados obtidos pela BBC News Brasil via Lei de Acesso à Informação mostram que de janeiro a setembro de 2019, a mortalidade infantil entre os indígenas aumentou 12% em consequência da falta de apoio médico.

Após essa medida, o governo Bolsonaro atráves do seu ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), tentaram de todas as maneiras de extinguir a Sesai e privatizar esses serviços de atendimento de saúde. A mobilização dos indígenas evitou a extinção do órgão do SUS, mas Bolsonaro e Mandetta colocaram em marcha um plano de acabar com a Sesai cortando (“contingenciando”) seus recursos e tornando-o subordinado aos municípios em sua maior parte controlado pela direita. E também com a nomeação de pessoas favoráveis a extinção da Sesai, como a secretária de saúde indígena militar e bolsonarista, Silvia Waiãpi.

Estas medidas tiraram a Sesai das mãos dos indígenas e paralisaram o órgão que deixou os indígenas a mercê de doenças facilmente tratáveis. Segundo as lideranças indígenas, a Sesai não emitiu nenhuma orientação ou entrou em contato com os indígenas para esclarecimentos sobre o coronavírus. Um dos coordenadores da da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá, em entrevista ao Portal Amazônia Real afirmou que “Não recebemos nenhum comunicado oficial, por meio de ofício ou documento, do Ministério da Saúde e da Sesai sobre o tema. Mas, de forma extraoficial, fomos orientados a evitar aglomerações como aeroportos, e permanecer dentro dos territórios evitando contato com gente de fora”.

Os DSEI’s (Distritos de Saúde Indígena) estão completamente sem condições de atender os indígenas ou orientar sobre essa pandemia, o que está deixando os indígenas preocupados e expostos a uma situação extremamente grave.

Essa situação é fruto da política da direita, dos latifundiários e, principalmente, de Bolsonaro na presidência porque está aparelhando as organizações de apoio aos povos indígenas, como a Funai e a Sesai, com elementos que são contra os indígenas e possuem interesses em suas terras para o agronegócio e a mineração.

No caso da pandemia do coronavírus é necessário urgentemente tomar novamente a Sesai das mãos dos latifundiários e bolsonaristas que implementaram esse plano de destruição do sistema de atendimento a saúde dos indígenas.

Nesse momento é preciso que os indígenas e todas as organizações de apoio se mobilizem para retomar o controle da Sesai e escorraçar Bolsonaro e a direita golpista do poder. Se não houver mobilização e luta contra o governo Bolsonaro, a crise econômica e o coronavírus vão ter consequências desastrosas para a maior parte dos indígenas e toda a população trabalhadora do país.

Se deixar Bolsonaro à vontade para cometer suas atrocidades, o País assistirá no próximo período o extermínio de populações inteiras de indígenas, seja por doenças causadas pela falta de assistência médica, seja por grileiros e latifundiários que estão recebendo carta branca para invadir as reservas.

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