Repressão
Nesta quinta-feira(07), indígenas da tribo Kaingang foram ameaçados de despejo em Florianópolis
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despejo santa catarina
Militância da esquerda chegando para impedir o despejo | Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira(07), indígenas da tribo Kaingang foram ameaçados de despejo em plena na pandemia a mando do prefeito golpista Gean Loureiro (Democratas).

A Guarda Municipal Metropolitana compareceu na manhã desta quinta-feira(07) com ordem de despejo contra indígenas Kaingang que estão ocupando o abandonado Terminal de Integração dos Sacos dos Limões(TISAC) na região Sul da capital catarinense, mais de 60 indígenas estão ameaçados pela violência e para serem jogados nas ruas da cidade em meio a pandemia. Os agentes deram uma hora para que os indígenas, que estão no local há seis anos, deixassem o terminal. Antes disso, o grupo de indígenas vivia debaixo de um viaduto, tendo conseguido se estabelecer no TISAC após medida junto ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal.

Os indígenas da tribo Kaingang recorrem a capital catarinense e ao litoral do estado de Santa Catarina de conjunto, especialmente durante a temporada de verão,m mas durante todo o ano para vender seu artesanato e garantir parte de seu sustento, a direita golpista, como se não bastasse a ausência de uma política pública que dê conta das necessidades deste setor da sociedade brasileira, quando os mesmo recorrem às cidades litorâneas para venda de seu produtos encontra nas prefeituras uma repressão brutal, no caso dos indígenas do Saco dos Limões o único “apoio” que os Kaingang encontraram por parte da prefeitura, foram armas de guerra, ônibus fretado pela prefeitura para levá-los até a rodoviária, uma caçamba para levar seus pertences e uma passagem de volta para casa.

Reação da esquerda

O Partido da Causa Operária convocou desde o primeiro momento, todas as organizações de esquerda a se somarem imediatamente a mobilização no terminal para impedir o despejo dessas famílias. As organizações de esquerda começam a chegar ao TISAC a Guarda Civil Metropolitana impediu de todas as formas que as organizações de esquerda tivessem acesso ao local e dessem apoio aos indígenas e vejam as atrocidades que os policiais iriam fazer com os indígenas que estão no local.

Embora a parte da militância de base dos partidos de esquerda (PT,PCdoB PCB, UP e PSOL) tenham comparecido de maneira tímida ao TISAC, mas o que ficou nítido para a militância é que não houve um chamado das direções do partidos de esquerda a se mobilizar em torno da defesa dos indígenas, algo que se foi de baixa intensidade entre os partidos de esquerda foi totalmente nulo entre as organizações sindicais, um indicativo grave que deve chamar a atenção da miliTância desses partidos e organizações.

Política de capitulação da esquerda

Cabe ressaltar que o atual prefeito reeleito de Florianópolis Jean Loreiro responsável direto pela ação de despejo atualmente é filiado ao DEM e ex-MDB, setor esse que a esquerda está pintando como democrático nas eleições para presidência da câmara dos deputados, chegando ao cúmulo de apoiar o candidato do Roodrigo maia Baleia Rossi do MDB em detrimento do candidato apoiado por Bolsonaro Arthur Lira do PP.

Essa politica de capitulação reverbera no enfrentamento da esquerda na situação dos Kaingang, dirigentes dos partidos de esquerda ao invés de mobilizar as suas “tropas” para defender de forma incondicional os indigenas, optaram pela politica de bastidores, buscando fechar acordos com o golpista Loreiro e o reacionário judiciário, politica essa que já se mostrou fracassada em diversas ocasiões, como o golpe contra a Dilma Russef.

Mobilizar contra a desocupação

Cabe ressaltar que por hora a burguesia não saiu vitoriosa desse episódio, os indígenas permaneceram no TISAC, as forças de repressão recuaram, em grande medida pela mobilização da esquerda, que mesmo de maneira insuficiente se mostrou pela disposição e a rápida resposta dos militantes, um ponto fundamental deste recuo.

Neste sentido, é necessário que as organizações de esquerda, sindicatos, partidos políticos, organizações populares se mantenham mobilizadas e prontos para intervir a qualquer momento, também é importante que a esquerda intervenha de forma determinada e com uma política clara, NÃO A DESOCUPAÇÃO DOS KAINGANG, FORA JEAN LOUREIRO!

 

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