Siga o DCO nas redes sociais

A suspeita: queima de arquivo
Indícios de ligação com Bolsonaro na “queima de arquivo” de miliciano
Adriano foi morto na manhã de domingo (09) no sítio do vereador do PSL Gilsinho da Dedé, na área rural da cidade de Esplanada, no litoral baiano
adrianodanobrega-1200x1200
A suspeita: queima de arquivo
Indícios de ligação com Bolsonaro na “queima de arquivo” de miliciano
Adriano foi morto na manhã de domingo (09) no sítio do vereador do PSL Gilsinho da Dedé, na área rural da cidade de Esplanada, no litoral baiano
Há suspeita de que houve “queima de arquivo” e mesmo a suposição de uma emboscada e morte
adrianodanobrega-1200x1200
Há suspeita de que houve “queima de arquivo” e mesmo a suposição de uma emboscada e morte

Da redação – No último domingo (09), foi assassinado Adriano Nóbrega que, antes de morrer, afirmava que seria alvo de “queima de arquivos”. Adriano foi morto na de domingo, no sítio do vereador do PSL Gilsinho da Dedé, na área rural da cidade de Esplanada, no litoral baiano.

Paulo Emílio Catta Preta, advogado de Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe da milícia “Escritório do Crime”, quer explicações e investigação sobre a operação que resultou na morte do ex-capitão do Bope.

A suspeita de que houve “queima de arquivo” e mesmo a suposição de uma emboscada e morte sob a falácia de que “após resistir à prisão e trocar tiros com agentes do Batalhões de Operações Especiais” Adriano foi morto é corredia a alguns círculos.

O indício é um sinal aparente que revela alguma coisa de uma maneira muito provável. As ligações da família de Bolsonaro vão além de verossimilhanças e achismos.

Em primeiro, porque o envolvimento óbvio da família Bolsonaro com as milícias que mataram Marielle é público e notório (há relação empregatícia de familiares, há prêmios honoríficos conferidos pelos filhos de Bolsonaro).

Em segundo, porque no dia 29 de outubro de 2019, o Jornal Nacional divulgou a informação bombástica sobre a entrada, no condomínio de Bolsonaro, de Élcio Queiroz, o motorista que guiou o carro que conduziu Ronnie Lessa, o assassino de Marielle.

A referida reportagem dizia que o porteiro admitiu duas vezes que a autorização foi dada pela casa 58, de Bolsonaro. Depois de entrar, o carro rumou para a casa 66, de Ronnie Lessa.

Ademais, as ligações da família Bolsonaro com as milícias do Rio não se resumem apenas a votos de louvor na Assembleia Legislativa. É uma ligação umbilical, que passa pelas rachadinhas, e pela ampla defesa política das milícias pelo então deputado federal Jair Bolsonaro.

Verdade também que Bolsonaro declarou seu amor às milícias em entrevista à BBC internacional: “Elas (as milícias) oferecem segurança e, desta forma, conseguem manter a ordem e a disciplina nas comunidades… O governo deveria apoiá-las, já que não consegue combater os traficantes de drogas. E, talvez, no futuro, deveria legalizá-las”.

Por outro lado, é notório que Bolsonaro – e seu grupo – embora não investigados, são suspeitos de participação no assassinato de Marielle. Há por parte da família Bolsonaro um conjunto de medidas visando facilitar o comércio de armas, o enfraquecimento das alfândegas, a cooptação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a compra da imprensa.

É verdade também que a família Bolsonaro teve a sorte de ver a “Presidência” cair em seu colo quando a burguesia que deu o golpe viu seus partidos (DEM, PSDB, PMDB) se dissolverem. Bolsonaro e seus filhos buscam o fortalecimento das milícias e grupos fascistas pois sabem que os espreitam, os verdadeiros donos do golpe, para submeterem a eles, depois do trabalho sujo, “uma noite dos longos punhais”. Os trabalhadores devem varrer todo o entulho fascista e golpista. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!