Índia: trabalhadores farão greve contra privatização de aeroportos

india

Nova Deli, Prensa Latina Quase 10 mil empregados da Autoridade de Aeroportos da Índia (AAI) começarão uma greve por tempo indefinida no dia 20 de fevereiro contra a proposta de privatização de seis instalações aéreas.

Com a bandeira da União de Empregados da Autoridade de Aeroportos (AAEU), os protestantes criticam a proposta de privatizar os aeroportos de Ahmedabad, Jaipur, Lucknow, Guwahati, Thiruvananthapuram e Mangaluru, aprovada pelo governo em novembro de 2018.

O sindicato organizou vários protestos no mês de dezembro em vários aeroportos de todo o país contra a proposta de administrar seis aeroportos com fins de lucro através de uma associação público-privada.

Os empregados afirmam que a privatização conduzirá à exploração dos trabalhadores, informou o portal de opinião News Click.

Balraj Singh Ahlawat, secretário geral da AAEU, disse que os aeroportos administrados pela AAI têm reservas para pessoas de Castas Programadas e Tribos Programadas, o que lhes garante oportunidades de trabalho. Com a privatização, o pessoal só poderá trabalhar por contrato e serão explorados pelos operadores privados.

O Centro de Sindicatos (CITU) enviou uma carta ao ministro de Aviação Civil, Suresh Prabhu, em 11 de fevereiro, expressando sua solidariedade com a decisão do sindicato de iniciar uma greve indefinida e condenou a decisão adotada pelo governo de privatizar os aeroportos.

A carta mencionava que esses seis aeroportos foram modernizados mediante enormes investimentos do tesouro público sob a supervisão da AAI e não são de modo algum inferiores aos aeroportos de Deli, Mumbai, Hyderabad e Bangalore, que são administrados por operadores privados.

CITU fez um chamado ao ministro a que considere a gravidade da situação e intervenha para deter a privatização injusta dos aeroportos.

‘Após modernizar estes seis aeroportos com dinheiro público, entregá-los a mãos privadas equivale a uma benesse indevida para os atores privados às custas do tesouro público, além de ser totalmente injusto’, diz a carta.