Coronavírus
A Índia registrou 90 mil novos contágios no domingo (06) e está prestes a se tornar o segundo país em número de contaminações pelo coronavírus, atrás apenas dos EUA.
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1217233573 - Commuter traffic returns as shops are seen open for business at Lal Quarter Market, during ongoing COVID-19 lockdown, at Krishna Nagar, on June 2, 2020 in New Delhi, India.
Credito:  Sonu Mehta/Hindustan Times/Getty Images
Modi promove a reabertura das atividades em todo o país. Foto da capital Nova Delhi. | Hindustan Times via Getty Images.

Dados do Ministério da Saúde da Índia apontam que o país asiático bateu recorde diário de notificações de coronavírus, com mais de  90 mil neste domingo (06).

Estima-se que na segunda-feira (07), a Índia vai ultrapassar o Brasil como a segunda nação com maior número de infecções do mundo, com 4,1 milhões. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial de infecções e óbitos, com 6,4 milhões e cerca de 193 mil mortes. Por hora, o Brasil se encontra em segundo lugar, com 4.123.000 infecções e 126 mil mortes. Até o momento, a Índia registra 70,6 mil mortes e 4 milhões de infectados.

O governo de extrema-direita do primeiro-minstro Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata (BJP), aliado de Jair Bolsonaro (sem partido) e Donald Trump (Partido Republicano), tem avançado na reabertura das atividades, inclusive com a retomada dos transportes coletivos. Na capital, Nova Delhi, os serviços de metrô serão reabertos na segunda-feira.

A reabertura das atividades econômicas e serviços permitiu que o vírus se espalhasse das grandes cidades para as outras partes do país, segundo Randeep Guleria, diretor do Instituto de Ciências Médicas da Índia, localizado na capital. Especialistas da área sanitária afirmam que o país já vive uma segunda onda do COVID-19.

O país asiático, um dos mais populosos e complexos do mundo, é governado por um político de extrema-direita, aliado do imperialismo americano. Sua linha política consiste na mesma de Bolsonaro e Donald Trump, de “deixar morrer quem tiver que morrer”, isto é, de promover – por deliberada omissão – o extermino massivo da população pobre.

A população indiana é abandonada à mercê da própria sorte em relação ao coronavírus. Nenhuma medida efetiva foi tomada no sentido de fornecer os equipamentos de proteção individual, garantir empregos, proibir demissões, implementar programas sociais e organizar o povo para enfrentar a pandemia. Como no caso do Brasil e dos Estados Unidos, as autoridades fingem lamentar a morte diário de milhares de pessoas.

A omissão é uma política consciente da extrema-direita para lidar com a pandemia, que tem dizimado as parcelas mais pobres da população, pois são incapazes de minimamente se defender da pandemia e necessitam de auxílio governamental. No começo da pandemia, Modi impôs uma verdadeira ditadura sobre o povo, com autorização para a polícia bater nas pessoas que saíssem de suas residências. Em um momento onde a pandemia está fora de controle, as atividades são liberadas e os trabalhadores são forçados a voltar aos seus postos de trabalho, mesmo que isso signifique a expansão da contaminação e o risco de morte.

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