Incra se tornou instrumento dos golpistas: órgão diz que não sabe da morte de dois sem-terras em Alhandra (PB)

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No ultimo sábado (8), aconteceu mais um ataque que representa o que é o governo da extrema-direita e propriamente seu avanço. José Bernardino da Silva e Rodrigo Celestino, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST-PB), foram assassinados no acampamento Dom José Maria Pires, que fica no município de Alhandra.

Segundo relatos dos companheiros que estavam no acampamento, dois homens encapuzados chegaram até lá e fizeram inúmeros disparos contra os dois trabalhadores, não permitindo nenhuma reação. O acampamento é um local de conflito com o grupo de latifundiários presentes ali.

Fato é que isso se caracteriza como um avanço ainda maior da direita fascista e de seus capangas. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ao ser questionado sobre ocorrido, disse, mostrando a inclinação aos golpistas, não conhece a existência da natureza de qualquer conflito naquela área, uma vez que a instituição não tem jurisdição sob a mesma.

O que denota que, um órgão como o Incra que deveria ser mediador no que diz respeito a conflitos no campo e tomar parte dos trabalhadores, está se alinhando com a política bolsonarista de ataque aos trabalhadores rurais e que por isso efetivamente já escolheu seu lado, que é o dos donos do golpe.

O ataque contra os trabalhadores rurais e o MST como um todo, sempre fora algo recorrente, mas no momento que está colocado, essa realidade se agrava, a agenda política que está sendo levada adiante coloca o povo do campo direto na mira do ataque dos golpistas, que estão representados pela bancada ruralista recheada de latifundiários, e que são os grandes responsáveis pelas mortes no campo e perseguição dos trabalhadores.

É preciso organizar a reação popular contra o ataque dos golpistas.