Vacinação CoronaVac
720 doses da CoronaVac foram inutilizadas em decorrência de armazenamento inadequado no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Por: Redação do Diário Causa Operária

720 doses da CoronaVac foram inutilizadas em decorrência de armazenamento inadequado no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na Zona Norte do Rio de Janeiro. As doses de vacina contra covid-19 danificadas estavam guardadas em um laboratório da unidade e após queda de energia foram expostas a temperatura acima da recomendada.

O ocorrido

As doses de vacina foram recolhidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, por terem sido expostas a temperaturas acima da máxima recomendada de 8 graus. O incidente teria ocorrido em decorrência de uma suposta falta de energia elétrica nas instalações da unidade do HFB.

A SMS esclareceu em nota que tomou os encaminhados devidos, reservando o lote atingido e comunicando o ocorrido: “acondicionou o lote segregado em câmara fria, notificou e encaminhou relatório técnico para a Secretaria de Estado de Saúde, responsável pelo encaminhamento para o Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

 A Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (SEMS RJ) apenas informou que “teve ciência do fato e determinou a apuração do ocorrido”, não informando qual o plano de ação para evitar-se a repetição do ocorrido e para substituir as doses perdidas.

Como consequência do caso, em uma edição extra do Diário Oficial da União da última quarta-feira, o então diretor Edson Joaquim de Santana foi exonerado do cargo. Todavia, novamente não foram apresentadas soluções de interesse da população, que seriam encaminhamentos para evitar reincidência do ocorrido e repor as doses perdidas.

Esse não é o primeiro acontecimento danoso à população no HFB, recentemente em outubro do ano passado o hospital foi atingido por um incêndio, evento trágico com 16 vítimas fatais. O Prédio 1, onde funcionavam os setores de emergência, cirurgias de alta complexidade, enfermarias, hemodiálise e exames de imagens, foi o local atingido pelas chamas.

A população continua prejudicada

Não há dúvidas que o caso é extremamente danoso à população, no meio de uma pandemia com extrema escassez de vacinas, doses disponíveis foram desperdiçadas. Mas não há dúvidas também que face a perda dos padrões de segurança do imunizante, foi necessário o descarte dos mesmos para garantir a integridade dos usuários.

O problema maior é que, dada a situação, não se toma nenhum encaminhamento para contornar a situação do ponto de vista da população. Ou seja, evitar a repetição do ocorrido e garantir a logística para conseguir novas doses de imunizante e vacinar as pessoas. Tomaram-se medidas burocráticas mas não se resolveu o problema da necessidade de imunização da população.

A incompetência da direita diante da pandemia

O que esse caso demonstra, assim como outros casos a exemplo dos testes de covid-19 prestes a vencer, numa quantidade maior do a que foi distribuída, é que além da má vontade e falta de interesse há o completo despreparo para combate a pandemia. Mesmo passado um ano da pandemia de covid-19 ainda seguimos sem testes em larga escala, sem quantidade adequada de leitos e ventiladores pulmonar, sem oxigênio ocasionando a morte por asfixia de centenas de pacientes, sem vacinas para imunizar a maioria da população, seguimos sem avança, ou fazendo muito pouco desde o início da pandemia.

As mortes por covid-19 continuam constantes e mesmo subnotificadas já ultrapassaram os 220 mil óbitos, havendo fora dessas estatísticas, um alto salto nas mortes por Síndrome Respiratória Aguda (SRAG), Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), entre outras síndromes respiratórias que podem representar vítimas de covid-19 não diagnosticadas. Chegamos a um ano da pandemia com clara evolução da mesma, inclusive com variações do coronavírus responsável pela infecção covid-19, mas não temos evolução real das medidas governamentais no combate à pandemia.

A incompetência geral que observamos em todas as esferas do governo está a par apenas da demagogia realizada pelos governantes. O cenário torna-se ainda mais absurdo quando observados os ditos governadores “científicos”. João Doria ou BolsoDoria como ele mesmo afirmava efusivamente em outro momento, é o caso mais absurdo e que melhor exemplifica a política da direita tradicional. 

O BolsoDoria, pela sua campanha seria o governador da vacina, entretanto as doses programadas por ele não atendem nem de longe as necessidades da população, na verdade mantido o ritmo imposto ao Instituto Butantan iria demorar 7 anos para imunizar a população paulista e 32 anos para a população brasileira. Analisando os fatos, estes desnudam a demagogia de BolsoDoria, é o mesmo caso com a Fase Vermelha, aclamada com um enrijecimento da luta contra a pandemia. Olhando mais de perto percebe-se que o trabalhador pode pegar conduções lotadas para trabalhar, sem qualquer distanciamento, com contato direto, mas não pode ir ao bar no final de semana. Uma campanha bem ao estilo do PSDB, muita repressão e demagogia.

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