Queimadas no Pantanal
Os fazendeiros queimam o Pantanal e colocam a culpa nos indígenas e campesinos
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Pantanal queimou por quase nove meses | Coordenação Geral de Observação da Terra - INPE

No Pantanal Mato-Grossense o fogo continua provocando destruição e dificultando a vida da população. Na Terra indígena Baía dos Guato, em Melgaço, 88% da área foi destruída por incêndios por quase nove meses, situação agravada pela seca que esvaziou o braço de rio que abastecia a reserva. Além dos indígenas, o povo de um assentamento em Corumbá, chamado assentamento Taquaral, situado na divisa com o Paraguai vem passando dificuldades devido as queimadas e suas consequências.

Os indígenas da etnia Guató que vivem no assentamento foram considerados extintos pelo governo brasileiro, porém eles não deixaram de existir, foram expulsos pelos grandes latifundiários na década de quarenta da região. Após a expulsão, processos foram iniciados para recuperação dos territórios, a terra que hoje sofre com as queimadas foi homologada em 2018, praticamente toda a região foi destruída pelo fogo. Foram perdidos casas, roças, braços de rios que hoje estão completamente secos, e uma vegetação original. O grande receio das lideranças Guató agira é a desagregação da comunidade em busca de sobreviver na cidade. Contam hoje com mais de 250 indígenas divididos em duas aldeias.

As terras queimadas na região pantaneira vêm de local conhecido pela população. As grandes propriedades rurais de atividade pecuária, responsáveis pela destruição de uma área equivalente a cidade do Rio de Janeiro. As fazendas têm relações com o grupo Amaggi, do ex- ministro, ex senador e ex governador Blairo Maggi, maior produtor de soja do mundo, com ligações e relações comerciais ainda maiores com JBS, Marfrig e Minerva.

Os fazendeiros locais têm destruído quase todo o pantanal com queimadas, lideranças como o indígena Raoni, fizeram denúncias da situação, investigações foram abertas para apurar crimes, porém os latifundiários foram na onda do presidente Bolsonaro, que em seu discurso de abertura da ONU acusou as populações indígenas e caboclas pelas queimadas.

De fato, nada vem sendo apurado seriamente, boa parte da fauna nativa do centro oeste já é cinzas e a vida da população dessas regiões está se tornando inviável. Já os fazendeiros permanecem cada vez mais ricos com a retaguarda fortemente protegida pela polícia, bancada do boi e Bolsonaro.

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