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Da redação – Na última segunda-feira, dia 3, milhares de pessoas compareceram à Cinelândia no Rio de Janeiro (RJ) para protestar contra o sucateamento da Cultura e das universidades públicas e, principalmente, contra o incêndio que destruiu o acervo riquíssimo do Museu Nacional, no dia anterior. Sabe-se que já havia 20 milhões de peças, entre elas um meteorito de 5 toneladas, o primeiro dinossauro montado no Brasil e o mais antigo fóssil humano encontrado no país. O local também foi residência da Família Real.

As entidades representativas lançaram nota convocando as pessoas para o ato com os dizeres: “Poderia ser apenas uma tragédia se o descaso com a educação pública já não fosse recorrente nos últimos anos. Só na UFRJ já é o terceiro incêndio, e nada disso é por acaso. Para exemplificar, em 2013, o valor em milhares investido no museu era de 531, frente a 54 em 2018, e ainda temos que aguentar o pacote golpista que sucateia nossas universidades e congela os investimentos em educação por 20 anos”.

Os manifestantes portavam cartazes denunciando que o incêndio foi uma tragédia anunciada, que o golpe não parou, que nossa história foi incendiada, e que o esqueleto de dinossauro sobreviveu ao meteorito, mas não ao liberalismo.
Trata-se de mais uma violência cometida pelos golpistas contra o povo brasileiro e sua história, cuja existência deve ser esquecida para que o projeto de dominação do país se aprofunde cada vez mais.
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