Sabotagem
Laboratório de pesquisa e desenvolvimento Huawei, na China, é destruído por incêndio. Eventos recentes e contexto político levantam suspeitas sobre o caso.
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Foto: Flickr/opengridscheduler Licença: Domínio Público
Uma das sedes da Huawei. | Foto: Flickr/opengridscheduler Licença: Domínio Público

Na última sexta-feira (25/9), um laboratório de pesquisa das tecnologias 4G e 5G da gigante chinesa Huawei, em Dongguan (sul da China). Segundo comunicado, o fogo começou por volta de 15:16, no horário local, e as chamas encontraram-se controladas às 16:50.

A estrutura do prédio, ainda em construção, é altamente inflamável, pois é revestida com almofadas de algodão para absorção de som. Porém, a causa do incêndio é desconhecida. Segundo informações do canal Al Jazeera, foram encontrados três mortos no local.

Nos tempos recentes, vários incêndios e sabotagens vêm ocorrendo em países oprimidos pelos imperialistas. Desde a sabotagem ao sistema elétrico venezuelano, a explosão no Líbano, o incêndio de mais de dez navios no Irã e, agora, este incêndio ao centro de pesquisas da Huawei.

O incêndio recente, a princípio, poderia ser encarado como algo isolado. Todavia, no mesmo dia a empresa chinesa promovia um evento on-line chamado Huawei Connect, justamente com o tema “Impulso à Transformação Digital e inteligente por meio de 5G, Inteligência Artificial e Nuvem”.

É impossível não levantar uma “nuvem” de dúvidas, maior ainda do que a nuvem de fumaça que surgiu com o incêndio, sobre este incidente. A China está em aberta guerra comercial contra o imperialismo norte americano sobre quem será a força dominante sobre a tecnologia de internet móvel, conhecida como 5G.

Donald Trump, pressionado pela burguesia norte americana, trabalha não apenas contra a Huawei, mas contra diversas empresas de tecnologia chinesas. O caso mais recente foi contra a rede social Tik Tok, onde o governo americano exige que o aplicativo da rede social seja retirado de todas as lojas de aplicativos nos Estados Unidos, sob alegação de espionagem. O mesmo ocorre para o aplicativo chinês WeChat.

Assim como outras empresas chinesas, a Huawei vem sendo perseguida pelo estado americano e seus aliados. Em dezembro de 2018, Wanzhou Meng, diretora financeira da Huawei, foi presa no Canadá pela empresa supostamente ter violado sanções imperialistas sobre o Irã. Isto soma-se a outras ações criminosas dos Estados Unidos contra a empresa, como a lei assinada por Donald Trump, em 2016, que proíbe agências do governo de usarem produtos e serviços da Huawei, sob a demagógica justificativa de “preocupação com a segurança nacional”.

Há de ser entendido que a luta pelo controle da tecnologia de internet móvel é vital para o controle econômico. O número de dispositivos móveis conectados à internet é imenso e tende a se expandir com a tecnologia 5G. Portanto, controlar a tecnologia 5G é, ao mesmo tempo, ter o monopólio dos meios de comunicação e, por conseguinte, de grande parcela da economia mundial.

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