Imprensa quer que governos façam cortes generalizados em bolsas estudantis

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O Brasil está presenciando os desmonte de sua educação pública, principalmente as universidades federais. O desmonte da educação, da saúde, e de outros serviços públicos sempre foi uma das principais tarefas do imperialismo, pois assim garantem que as periferias do capitalismo não tenham meios de se estruturalizar e se defender face ao capitalismo predatório que os imperialistas exercem. Essa tarefa era encabeçada principalmente pelo FMI no final do século passado, o Fundo Monetário emprestava para os países com juros exorbitantes de modo que estes não pudessem pagar, e como condição de pagamento obrigavam aos países endividados a botar tetos orçamentários nos gastos públicos, principalmente na saúde e educação. O que o Brasil vive hoje é a execução desta mesma tarefa, e diretamente através dos políticos serviçais do imperialismo, que estão tentando acabar com o SUS (Sistema Único de Saúde), com as UF’s (Universidades Federais), e outras conquistas do povo brasileiro em tempo recorde.

No caso das universidades, os golpistas estão atacando o setor mais vulnerável, os estudantes e os trabalhadores terceirizados. Vimos mês passado que Temer está extinguindo na prática as bolsas para estudantes indígena e quilombolas, e desde o final de 2017 o governo golpista vêm impondo duros cortes às obras, bolsas de auxílio para estudantes, salários de funcionários terceirizados (e demissão da muitos), e no consumo de energia elétrica, água, papel e outros insumos básicos. A facilidade com a qual vem sendo levado esse aniquilamento das Universidades Federais, universidades que estão entre as melhores do mundo, é  devido ao fato de que dos quatros gastos essenciais que tem uma UF: pagamento de aposentadorias e pensões, pagamento de pessoal ativo, custeio para funcionamento (luz, terceirizados, papel, águas, eletricidades, bolsas de auxílio e pesquisa etc.), reestruturação e expansão (investimentos ou capital), somente os dois primeiros são obrigatórios, logo fica fácil cortar os dois últimos gastos e tornar impossível para o estudante se manter na universidade.

Enquanto os políticos golpistas tentam levar essa agenda a diante na miúda, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), sucursal do imperialismo no Brasil, lança diversas matérias e reportagens para justificar esses cortes. O principal argumento é de que esses gasto são para economizar recursos e acabar com um “rombo” na economia brasileira. É preciso ter muita cara de pau para tentar emplacar esse argumento quando o desemprego cresce desenfreadamente, o real desvaloriza em tempos recordes, o as reservas nacionais estão sendo usadas para pagar políticos e passar esses projetos, e a inflação (principal ponto de propaganda dos golpistas) está totalmente fora de controle.