Farsa da democracia eleitoral
É preciso que todas as organizações de esquerda e os setores democráticos denunciem a censura do grupo JCPM ao PCO e a ditadura da burguesia nas eleições
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Victor Assis, candidato do PCO em Recife | Foto: Diário Causa Operária

A necessidade da burguesia de atacar, censurar e caluniar o PCO é tão grande que o Partido da luta contra o golpe e do “Fora Bolsonaro” está sendo punido até mesmo pelos supostos crimes que os outros partidos cometeram! Pode parecer absurdo, mas é apenas um dos tantos episódios bizarros das fraudulentas e antidemocráticas eleições municipais de 2020.

O caso em questão aconteceu em Recife, com a candidatura à prefeito de Victor Assis, que, como todas as demais candidaturas do PCO, já sofreu uma série de ataques. No dia 18 de outubro, o candidato a prefeito foi convidado a participar de uma sabatina na Rádio Jornal, pertencente ao grupo empresarial JCPM, que também controla o Jornal do Commercio. No mesmo dia, seria sabatinado também o candidato do PRTB, o fascista Marco Aurélio.

O candidato fascista foi o primeiro a ser sabatinado e, conforme esperado, lançou mão de uma série de promessas típicas de político burguês, como a de que construiria 50 creches. A única coisa que chamou particularmente a atenção é que Marco Aurélio fez questão de se dizer o verdadeiro candidato do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro e criticou os demais candidatos da direita, como Mendonça Filho (DEM).

Victor Assis, por sua vez, apresentou o programa do PCO para as eleições. Isto é, o programa revolucionário de um partido operário para a atual etapa de crise econômica e crise sanitária. No fim das contas, o Jornal do Commercio resolveu tratar Marco Aurélio como um candidato “responsável”, compromissado com a construção de creches, e Victor Assis como um candidato “sem propostas”. Uma mentira escandalosa, pois o PCO é o único partido com uma proposta concreta para os trabalhadores: a mobilização revolucionária em torno de seus próprios interesses.

Semanas depois da entrevista e das reportagens caluniosas, veio um novo ataque do grupo JCPM. E ainda mais desonesto e inacreditável. Por conta das críticas de Marco Aurélio a Mendonça Filho, o candidato do PRTB foi condenado pela 7ª zona eleitoral por “fake news”. Marco Aurélio teria dito que Eduardo Bolsonaro não reconhecia Mendonça Filho como um aliado da família Bolsonaro e, por isso, teve de pagar uma multa a Mendonça Filho e ter sua entrevista apagada.

Não cabe a este artigo discutir o mérito da condenação, embora consideremos a lei das “fake news” uma verdadeira aberração. O que merece destaque é o fato de que, nesta briga entre Mendonça Filho e Marco Aurélio, o candidato do PCO, que nada tem a ver com a história, foi punido! E por quê? Simplesmente por ter cometido o “crime” de participar de uma entrevista no mesmo dia que Marco Aurélio.

De maneira muito conveniente para a emissora de rádio que vinha atacando a candidatura do PCO, o grupo JCPM decidiu apagar o vídeo completo das sabatinas do dia 28 de outubro, apagando, portanto, o vídeo da entrevista de Victor Assis. Além disso, a gravação em áudio da entrevista também sumiu “misteriosamente” do portal da rádio na internet.

Em espaços um pouco mais democráticos, como na Universidade Católica de Pernambuco, que também promoveu sabatinas entre os candidatos a prefeito, as entrevistas do PCO estão entre as duas mais assistidas. Não é à toa, portanto, que o grupo JCPM tirou o Partido do ar. É preciso que todas as organizações de esquerda e os setores democráticos denunciem a censura do grupo JCPM ao PCO e a ditadura da burguesia nas eleições.

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