Imprensa golpista virou rede de propaganda para tentar obter sustentação para o governo Bolsonaro

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Da redação – A posse presidencial do fascista e ilegítimo Jair Bolsonaro, ontem (01), desvelou o caráter golpista e de extrema-direita da imprensa burguesa.

Em verdade, desde que Bolsonaro se apresentou como única alternativa da burguesia para derrotar o PT nas eleições, a imprensa abraçou o candidato fascista e fez aberta campanha em seu favor, ajudando a elegê-lo como um dos principais episódios que evidenciaram a fraude eleitoral.

Mas durante a cerimônia de posse, a cobertura da imprensa golpista mostrou de que lado ela está, definitivamente. Os principais canais de televisão, especialmente a Rede Globo, tentaram apresentar a cerimônia como totalmente legítima e “abençoada” pela participação popular, manipulando o número de espectadores que compareceram à Esplanada dos Ministérios. Antes disso, já haviam criticado ferozmente os parlamentares do PT, que decidiram corretamente não comparecer à posse e ir à vigília em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde se encontra preso ilegalmente aquele que deveria estar agora na Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O Jornal Nacional, por exemplo, em sua edição dessa terça-feira, mais parecia um programa de propaganda oficial de Bolsonaro e de seu partido, o PSL. Ou então um canal oficial do governo. A posse presidencial foi retratada como um momento mágico e impecável, Bolsonaro como o “salvador da pátria”, sua esposa como uma mulher emotiva e zelosa, os políticos apoiadores de Bolsonaro como se não tivessem participado do governo golpista e corrupto de Michel Temer.

Grandes partes do discurso do fascista foram reproduzidos, incluindo o momento em que ele falou em “libertar o Brasil do socialismo”, frase repetida pelo âncora manipulador, William Bonner, sem qualquer comentário acerca do absurdo de dizer que alguma vez já houve socialismo no Brasil. Enfim, um jornalismo inspirado nos métodos do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels.