Imprensa golpista trata escravidão como trabalho

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Da redação – Cinicamente, a imprensa burguesa mostra o desemprego e o sucateamento das condições de trabalho, que ela mesma ajudou a criar. Primeiro, a Lava-Jato ordenou o fechamento de parques produtivos, para agradar multinacionais estrangeiras, colocando na rua milhões de trabalhadores. Em paralelo a isso, providenciaram prisões arbitrárias de lideranças populares, em coro com a imprensa golpista. Foi este golpe permitiu a aprovação, a toque de caixa, da “reforma trabalhista”, exigida pelos capitalistas, que querem submeter os trabalhadores a condições cada vez mais degradantes.

Na última semana, a golpista Rede Globo fez campanha elogiando a criação do “trabalho intermitente“. Após demitirem milhões de trabalhadores, os capitalistas contratam uma parcela ínfima, sob condições muito mais precárias. Por exemplo, se um supermercado precisa de 15 caixas nos fins de semana e horários de pico, ele não precisa contratar todos estes trabalhadores. Ao invés disso, pode chamar uma parte apenas para as horas necessárias. O trabalhador intermitente não consegue uma situação estável. Ele não sabe se conseguirá pagar as contas do mês seguinte. Se no mês “x” o movimento cair, a empresa simplesmente não o chama. O trabalhador continuará com seus custos de moradia, alimentação, saúde, educação. Mas no regime capitalista, a prioridade são os lucros dos patrões, e não a sobrevivência do operário.

Os capitalistas não querem criar empregos, querem lucrar às custas da maior exploração dos trabalhadores.

É necessário os trabalhadores e desempregados não acreditarem na imprensa golpista e lutar contra o golpe e pela liberdade de Lula.