Imprensa golpista: mais uma ofensiva contra os fundos de pensão dos trabalhadores

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O PIG (Partido da Imprensa Golpista) encabeçada pela família Marinho, das organizações Globo, publicou em seu jornal, Valor Econônico, matéria com uma suposta “denúncia” em que uma funcionária da Funcef (Fundo de Previdência dos Funcionários da Caixa Ecnômica Federal) teria sido demitida por acusar diretor eleito para a administração do Fundo de coação da mesma para contribuir com dinheiro para a campanha na sua reeleição à frente da entidade.
A imprensa golpista, aliada fundamental da direita golpista, partiu, mais uma vez, para a ofensiva contra a participação dos trabalhadores nos fundos de pensão das estatais. Na matéria do Valor Econômico, do último dia 27, com o título “ex-funcionária da Funcef acusa diretor de coagi-la a contribuir para campanha” induz o leitor a acreditar que a “corrupção” corre solto nas administrações exercido pelos trabalhadores eleitos no fundo pelos funcionários da Caixa.
É a velha e tradicional tática da direita na “luta contra a corrupção” para justificar golpes de Estado, interferir nas organizações dos trabalhadores, defender privatizações etc. e tal. O maior exemplo disso, nos dias atuais, é a farcesca “Operação Lava Jato” comandada pelo Mussolini de Maringá, Sérgio Moro, que tem com alvo a esquerda brasileira e a tentativa de liquidação da Petrobras e entregar, esse que é o maior patrimônio do povo brasileira, para os capitalistas estrangeiros.
Não é mera coincidência que a matéria doo jornal golpista ter sido publicada no mesmo dia em que aconteceu uma audiência pública promovida pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda sob o pano de fundo do PLP 268/2016, atualmente em tramitação na Câmara dos deputados e já aprovada pelo plenário do Senado. O projeto pretende impedir a participação de sindicalistas e pessoas ligadas a partidos nos conselhos de administração dos fundos de pensões dos trabalhadores das estatais. Os golpistas defendem que os conselhos devem ser administrados por pessoas “independentes”, técnicos, os quais na realidade não passam de pessoas ligadas aos acionistas e capitalistas nacionais e internacionais de olho em um patrimônio na ordem de R$ 730 bilhões.
Fundo de pensão é uma poupança formada por trabalhadores de uma mesma empresa com a finalidade de complementar a aposentadoria. O dinheiro é gerido por um colegiado com representantes indicados pelas empresas e pelos trabalhadores. Os maiores fundos são de empresas estatais, criados há mais tempo.
Para poder privatizar e entregar o dinheiro dos trabalhadores para a burguesia, os golpistas, junto à imprensa golpista, precisam atacar os sindicalistas e os próprios sindicatos. Os fundos de pensão das estatais são patrimônios construídos pelos trabalhadores e só a eles cabe o seu gerenciamento, e por isso é que a luta dos funcionários da Caixa e de todos os bancários lutar por uma Funcef controlada única e exclusivamente pelos trabalhadores.