Imprensa golpista estimula “disputa” no PT para atacar Lula

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A imprensa golpista insiste em levar avante uma verdadeira campanha de intrigas e insinuações venenosas que tem um alvo certo: dividir o PT e enfraquecer a força da militância que se une em torno do plano defendido publicamente pelo partido, ou seja, a liberdade para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidatura presidencial.

Apesar da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e outros dirigentes do partido e emissários de Lula,  já terem declarado inúmeras vezes que o PT não tem “plano B”, parece que toda a firmeza e clareza do mundo não são suficientes para impedir que a imprensa golpista continue a destilar seu cínico veneno sobre a realidade concreta que não são capazes de mudar: Lula é o candidato do PT e o o candidato mais popular do Brasil. O único que tem – de fato – um amplo apoio popular.

Este cenário, é óbvio, é um verdadeiro pesadelo para a burguesia, que hoje enfrenta dificuldades cada vez mais intransponíveis para tentar estabilizar o golpe.

Por isso, tentam usar de tudo para convencer os mais inocentes ou mal informados de que realmente há uma seríssima divisão no PT, apesar de todas as lideranças daquele partido terem afirmado categoricamente, como não podia deixar de ser, que Lula é o único plano do PT para as próximas eleições presidenciais.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, chegou ao ponto de ver todo um “plano B” escondido no fato de Jaques Wagner ter deixado o auditório, em Contagem, no evento de lançamento da campanha de Lula, minutos antes de outros correligionários; depois do ex-governador ter discursado em apoio à candidatura de Lula.

E segue fazendo sua campanha anunciando tudo o que possa dar lugar a entender que a política da direita, de tirar Lula da disputa, seria apoiada pelo próprio partido do presidente, que – de acordo com o pasquim tucano – estaria dividido entre quatro candidatos do “plano B”: “o ex-governador Jaques Wagner, o ex-prefeito Fernando Haddad, a presidenta do PT, Gleise Hoffmann, e 0 ex-ministro Celso Amorim”. O que afirma sem qualquer prova ou qualquer fonte consiável; da mesma forma como faz o judiciário golpista para condenar os dirigentes da esquerda.

Chegou a dizer, aquele jornal burguês, que não teria sido a presidenta Dilma a primeira escolhida para ler a mensagem enviada pelo ex-presidente para aquele momento, mas que até mesmo haveria um “jogral”.

Como se não fosse absolutamente óbvio que Dilma, como legítima Presidenta da República, e vítima imediata do golpe, seria aquela que com mais legitimidade representaria a voz da luta contra o golpe, luta esta que neste momento é também obviamente representada pela candidatura de resistência e de enfrentamento do ex-presidente Lula.

A Folha chega a parecer que detém poderes “mediúnicos”, capaz até mesmo de dar os nomes do “plano B”. Incrível o esforço da burguesia para tentar dar algum ar de realidade para suas mentiras.

E isto é só o começo. Certamente, durante toda a corrida eleitora, a imprensa burguesa vai mesmo usar de todo o seu velho cinismo para plantar a divisão da esquerda, envenenar relações políticas entre aliados, reduzir toda a política a um simples joguete de interesses pessoais mesquinhos e mentir descaradamente para tentar usar a simples retórica para tentar alterar a realidade concreta, continuando seu velhíssimo hábito de dividir para conquistar.

Mas o fato é que, agindo assim, a imprensa burguesa apenas demonstra para a classe trabalhadora e a militância de esquerda em geral a necessidade constante de uma imprensa realmente séria e comprometida com a verdade, ou seja, uma imprensa operária que se contraponha à imprensa burguesa e que é a única capaz de trazer o mundo real para o povo em geral

No caso da candidatura Lula, fica evidente que a política do “plano B” é a política do grande capital e de sua imprensa que quer Lula fora das eleições, para realizar uma eleição fraudulenta que possa assegurar a vitória de um candidato comprometido com o golpe de estado e com sua política de brutais ataques contra os trabalhadores.