Ataque aos povos do campo
Pedido do senador Marcos Rogério (DEM) da FNSP e instauração da GLO e com visita inesperada de Flávio Bolsonaro em Mutum Paraná RO, LCP sofre novos ataques da imprensa burguesa
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Pelotão da PM fascista sendo deslocado para reprimir a LCP | Foto: Reprodução

No final de semana passado, 2, 3 e 4 de outubro, aconteceu o assassinato de dois militares em uma fazenda no distrito de Nova Mutum-Paraná, que fica a 130 km de Porto Velho, Rondônia. O tenente Figueiredo Sobrinho foi morto à tiros em uma estrada da região. Para investigar o acontecido foram deslocados vários policiais militares para o local, ao chegarem foram vítimas de uma suposta emboscada onde mais agentes teriam sido atingidos. Próximo da cena dos crimes tem um acampamento, Tiago Santos, da Liga dos Camponeses Pobres, LCP, junto com o Movimento dos Sem Terra, MST.

A imprensa burguesa não perdeu tempo, sem provas, nem testemunhas do acontecido, trataram logo de incriminar a LCP e o MST, ainda no dia de hoje as acusações e insinuações continuam. Inclusive o presidente golpista Bolsonaro, no dia 5 de outubro, utilizando suas redes sociais, postou um vídeo de uma ocupação da LCP, com os seguintes dizeres “Tenho minha opinião, qual a sua?”. Os ataques aos movimentos de luta pela terra já perpassam décadas e são vários e variados, eles são chamados de invasores, criminosos, bandidos, e por ai vai.

O Comando da PM do Estado informou na manhã de domingo (4) que encaminharia um efetivo de 60 homens com apoio de um helicóptero, do Núcleo de Operações Aéreas da SESDEC e corpo de bombeiros para a região, que nesse momento já se faz presente no local intimidando, e atacando os trabalhadores. O governador do Estado Coronel Marcos Rocha (PSL) em entrevista coletiva, disse que fará de tudo para encontrar os assassinos. Segundo ele as pessoas que cometeram o crime “são treinadas, possuem tecnologia e armamento pesado e utilizam táticas de guerrilha”.

Prevendo a atitude da imprensa golpista e dos militares com acusações falsas, e até pré-determinadas, das empresas de comunicação contra as mais de 600 famílias e em torno de 2000 mil pessoas que moram no assentamento, a LCP lançou uma nota, dizendo que não tem nada a ver com o ocorrido e exigindo a imediata retirada da PM da área. E ainda diz, que se tivesse ocorrido algum confronto entre camponeses e os militares era para ter pessoas do acampamento feridas, o que não há. E denuncia em trecho da nota, “As trapalhadas, acertos de contas e fracassos destes guaxebas que usam farda em Rondônia que eles resolvam entre si e seus patrões grileiros, políticos e latifundiários. Lavem sua boca suja para falar dos camponeses, “sem terra” e da LCP.” 

No entanto a nota da LCP junto ao MST não resolveu nada, muito pelo contrário, a imprensa burguesa, capitalista, está se utilizando da nota emitida pelos trabalhadores rurais para aumentar mais ainda o acirramento da situação. O governador do Estado, bolsonarista de carteirinha, armou um verdadeiro aparato de guerra e enviou para o local. Na madrugada desta quinta-feira (8), de acordo com o G1, foram deslocados cerca de 150 agentes que são policiais civis, militares e ambientais para o local. A situação atualmente está prestes a se tornar um massacre generalizado contra os camponeses.

O vice-líder do Governo, senador rondoniense Marcos Rogério (DEM), enviou, na segunda-feira (05), um ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitando que o Governo Federal acompanhe de perto essa situação e avalie a necessidade de envio da Força Nacional de Segurança Pública para o estado de Rondônia, ou até mesmo recomendar ao presidente ilegítimo e fraudulento, Jair Bolsonaro, a instauração de Garantia de Lei e Ordem – GLO. Segundo Marcos “a solicitação vem no sentido de dar uma resposta firme a esses criminosos, protegendo a sociedade rondoniense e preservando a ordem pública contra as milícias rurais”.

E não se tratando de uma coincidência nesta quarta-feira (7) Flavio Bolsonaro em uma visita inesperada, esteve em Rondônia, passou pela UNIR, Universidade de Rondônia em Porto Velho pela manhã, e na parte da tarde registrou uma fotografia em um restaurante no distrito de Nova Mutum Paraná. A Folha Rondoniense, certamente atrelada a latifundiários e a extrema direita fascista, noticiou o fato da seguinte forma, Flávio Bolsonaro visitou “a região onde está ocorrendo um conflito por uma área de terra de 57 mil hectares tomada por membros da Liga dos Camponeses Pobres – LCP e que resultou na morte dois policiais neste último fim de semana.”

Além da organização popular, da mobilização e a criação de grupos de autodefesa, a LCP o MST e os outros movimentos de luta pela terra, contra os golpistas que tomaram de assalto o poder no país e a extrema direita fascista, precisa urgentemente de uma imprensa dos camponeses, dos trabalhadores para se contrapor e esclarecer a população diante dos ataques de uma imprensa venal e ligada diretamente aos interesses dos latifundiários e dos capitalistas.

 

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