Imprensa golpista: bolinha de papel contra Serra, um escândalo, tiros contra Lula, silêncio

A caravana do ex-presidente Lula pelo Sul do país tem sido alvo de perseguição por parte de bandos fascistas, em uma operação organizada. Além da violência, emboscadas e espancamentos contra participantes dos atos da caravana, os bandos fascistas chegaram mesmo a atentar contra a vida do ex-presidente e de sua comitiva. Na última terça-feira (27) fascistas atiraram contra alguns ônibus da caravana, felizmente ninguém foi atingido.  

Diante da gravidade das ações dos fascistas, acobertados pela forças de repressão do Estado, a vil imprensa capitalista calou-se, procurando apenas apresentar cinicamente o fato como resultado embates entre apoiadores e não apoiadores de ex-presidente.

Bolinha de papel em Serra virou pedra para a imprensa golpista.

Bastaria comparar os  criminosos episódios dos fascistas contra a caravana de Lula, com o “atentado” sofrido por José Serra, então presidenciável do PSDB , em 2010, quando  este foi alvo de uma bolinha de papel e a imprensa golpista  tratou o caso como se fosse a bolinha de papel fosse uma pedra e que o fato teria sido uma agressão criminosa da esquerda contra o “indefeso” tucano.

Quando setores da esquerda se manifestam pacificamente contra políticos da direita, a imprensa capitalista cria um escândalo nacional, como neste cado de Jose Serra (PSDB) que foi denunciado sistematicamente pela imprensa burguesa como uma agressão contra o político. Porém quando bandos fascistas fazem uma emboscada furam pneus do ônibus e tentam assassinar a tiros um ex-presidente da república, líder em todas as pesquisa para a possíveis próximas eleições, em suma, o líder políticos mais popular do país, a imprensa capitalista trata como um algo trivial, um incidente sem grande importância. 

Não adianta apenas se solidarizar ou chorar, é hora de formar comitês de autodefesa de toda a esquerda 1
Bolinha de papel teve destaque em vários jornais

O fato de a imprensa capitalista, os grandes monopólios de comunicação calarem-se ou relativizarem um acontecimento de tamanha gravidade revela que para uma parte importante da burguesia o fascismo é uma solução possível e até mesmo desejável diante da crise política.  O fascismo é uma forma de dominação que dispõe a burguesia para mudar as relações entre as classes e impor seus interesses integralmente e pela força, ou seja o regime deixa de se apoiar nos partidos reformistas, democráticos e nas massas pacificadas  e passa a apoiar-se na pequena burguesia de extrema direita, fascista, cujo objetivo é aniquilar toda forma de organização independente dos trabalhadores. A burguesia não se furtará em utilizar os cachorros fascistas para atingir seu fim. E é por este caminho que estão seguindo.

Fica evidente, portanto, que a imprensa capitalista não só  apoia como impulsiona o surgimento e as ações dos bandos fascistas organizados como parte do movimento da burguesia golpista para as posições de extrema-direita. O que aconteceu com a caravana do ex-presidente Lula pelo Sul e o tratamento dado ao fato pela imprensa capitalista deve servir de alerta a toda a esquerda e para as organizações operárias e populares do país. Estamos diante do fascismo e é necessário combatê-lo a todo custo.

Com o acirramento da crise política nacional, com a perda de fôlego da direita golpista, devido a destruição que estão causando no país e a tendência ao crescimento exponencial do movimento de luta contra o golpe, que se agrupa por detrás da figura do ex-presidente Lula, a burguesia lança mão dos bandos fascistas como medida extrema para reverter a situação e a imprensa capitalista cumpre papel fundamental para desenvolver a organização do fascismo no país. Esse é o resultado da polarização política, que leva a burguesia em desespero para a extrema-direita e as massas cada vez mais a esquerda.

É pela debilidade do golpe que a burguesia passa a apoiar e organizar bandos fascistas para atacar pela violência a esquerda e os movimentos operário e popular, logicamente que com o apoio da imprensa capitalista e do aparato de repressão do Estado, que inflamam e instigam os grupos fascistas contra o povo.

É necessário esmagar o ovo da serpente antes que se desenvolva, o fascismo deve ser enfrentado pelo movimento operário e popular e pela esquerda da mais enérgica, caso contrário as organizações do movimento operário e popular e os partidos de esquerda correm sério risco. É preciso denunciar o conluio da burguesia, da imprensa capitalista e os bandos fascistas que estão se formando. É necessários desde já criar comitês de autodefesa das organizações operárias e populares e da esquerda para enfrentar por todos os meios  necessários e esmagar o fascismo no seu nascedouro.