“Clientelismo”
O jornal burguês O Estado de S. Paulo lançou um editorial chamando o auxílio emergencial de “clientelismo”, exigindo seu fim, na mesma linha política que o governo Bolsonaro
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(Brasília - DF, 30/07/2019) Coletiva à imprensa após Cerimônia de Revisão e Modernização das Normas Regulamentadoras da Saúde e Segurança do Trabalho. rFoto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro em coletiva de imprensa com seu sustentáculo: a imprensa burguesa. | Foto: Marcos Corrêa/PR

Nessa segunda-feira o jornal burguês O Estado de S. Paulo lançou um editorial onde aponta que o auxílio emergencial seria um “clientelismo”. Numa clara oposição à um auxílio que seria para matar a fome do povo durante a pandemia. Caso contrário, seriam milhões e milhões de brasileiros sendo mortos pela fome e a miséria. 

Isso mostra o completo alinhamento da imprensa burguesa com a linha econômica do governo Bolsonaro, encabeçada pelo chicago boy Paulo Guedes. Mesmo que a esquerda pequeno-burguesa ache, e isto só acontece dentro da sua própria cabeça, que a imprensa burguesa faça uma campanha ferrenha contra o Bolsonaro e o bolsonarismo… isso mostra, até que ponto essa esquerda também não está alinhada com a própria extrema-direita. 

Mas qual é, afinal, a tese do “clientelismo” do Estadão? Para o jornal, matar a fome do povo é estabelecer clientes políticos entre os “mais pobres” (como está na sua editoria), isto é, uma espécie de fidelização de barganha: um prato de arroz e feijão, um pão com água, igual a um voto. Essa equação fascista já foi usada antes, e o jornal burguês faz questão de relembrar os velhos e caducos argumentos. 

A tese do Estado de S. Paulo é a mesma da burguesia, classe extremamente reacionária, logo o argumento é um escárnio da reação. O auxílio, levado por tempo indeterminado, tal e qual o ritmo da pandemia se coloca de forma indeterminada, coloca-se igualmente no mesmo patamar do bolsa-família. Que, para eles, é fidelizar um eleitorado pela fome. O que supostamente o PT teria feito em seus governos, ao aprovar um auxílio que tirava a população da miséria extrema para simplesmente uma situação de pobreza, para amortecer a questão da fome.  

Essa mesma imprensa sempre foi contra qualquer benefício para o povo. Não seria diferente agora. O editorial nazista mostra bem isso. O que diz, por trás da “sociologia” e de toda perfumaria é o seguinte: “deixe esse povo morrer de fome para salvar um punhado capitalista, o auxílio foi um amortecedor e cumpriu seu papel, é hora de sumir com o auxílio”.  

Esse editorial não é nada destoante com a orientação econômica do governo ilegítimo de Bolsonaro. O Estado de S. Paulo é, como um “bom” jornal burguês, base de apoio do governo Bolsonaro.  

É preciso denunciar esse escárnio, e exigir não só a extensão do programa de auxílio, como aumento do seu valor e o número de auxílios ofertados, para que toda população tenha direito de recebê-lo durante a pandemia. Se o tempo da pandemia é indeterminado, o auxílio também deve ser! A vida do povo deve vir antes de qualquer outro problema de menor envergadura, principalmente se o “problema” for os capitalistas abocanharem o direito a alimentação do povo. 

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