Imprensa aprofunda campanha fascista contra partidos políticos

Lula-em-Curitiba

O monopólio da imprensa golpista, como se sabe, é caracterizado pela propagação de notícias, informações e pesquisas inverídicas, que visam atender aos interesses da burguesia. Nesse sentido, tem um papel fundamental na manipulação dos menos informados sobre os acontecimentos políticos atuais, por exemplo.

No final desta semana o Estadão divulgou dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre os partidos políticos. O estudo foi realizado em 21 estados, exceto o Amapá, entre os dias 15 e 23 de março. É importante salientar o número de participantes: 2.500 entrevistados. Tal número é inexpressivo, tendo em vista que, na última análise do IBGE, em 2017, publicada no Diário Geral da União, o eram 207.660.929 habitantes no país. Logo é no mínimo ingênuo acreditar que 2.500 pessoas representam o interesse do povo em geral.

O estudo aponta que oito, a cada 10 brasileiros, ou 77,8%, não confiam em nenhum partido político. Alegam que esse resultado é fruto dos esquemas de corrupção que envolvem organizações em todo país, na qual essas também não estariam representando os interesses do povo.

É importante citar a importância de operações como a Lava Jato nessa imagem que a imprensa tenta passar sobre política. A operação, que, desde o começo, visa atender aos interesses do imperialismo, com figuras representativas dele, como Sérgio Moto, atacou brutalmente a economia nacional. Concomitante tenta, de toda forma, atacar os partidos de esquerda e suas lideranças, como fez com o ex-presidente Lula, hoje preso político sob a ditadura da direita.

A pesquisa contou com participação de universidades como a Unicamp, UnB, UFMG e UERJ. Em 2006 eram 36,7% aqueles que não confiavam em nenhum partido político. Já em 2014 os números foram para 46,4%. De 2014 para 2018 o índice quase dobrou, passando para atuais 77,8%. Tal aumento, não casualmente, ocorreu em período de enorme polarização política, principalmente pelo golpe que derrubou a presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff, assumindo, ilegitimamente, o golpista Michel Temer.

Já quanto as preferências partidárias, a pesquisa aponta que 83,2% não possuem simpatia com nenhuma organização. Já entre aqueles que possuem, a grande maioria diz se identificar com o Partido dos Trabalhadores (PT), representando 8,7%, de maioria da região Nordeste. Já entre a direita, partidos como PSDB representam 1,3% e MDB 0,9%.

Por outro lado, é preciso dizer que esse tipo de matéria tem o objetivo de atacar o direito político à organização, à criação de partidos. Esse tipo de ataque é o que caracteriza mais claramente um regime fascista.

Todavia não se pode deixar confundir. A maioria esmagadora da população quer Lula na presidência nestas eleições. O reflexo da escolha é visto nas ruas. A direita tenta, a todo custo, atacar e criminalizar os partidos e lideranças de esquerda, levantando falsas acusações de corrupção. No pleito deste ano, lança candidatos abutres como Ciro Gomes como perspectiva de “plano B”, para substituir o maior líder do povo. A população não quer golpistas no poder. Logo se torna fundamental a luta contra o golpe. É apenas através da mobilização popular que será possível libertar Lula e derrotar os golpistas.