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Antônio Carlos Silva

Antônio Carlos Silva

Sobre o Toninho

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Aprendendo da luta

Importantes lições da greve dos entregadores

A mobilização mostrou - uma vez mais - que é necessário e possível lutar em meio à pandemia e superar a política de paralisia da burocracia sindical e da esquerda da frente ampla

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A combativa greve dos entregadores foi uma tremenda vitória, não é por outro motivo que os trabalhadores que estiveram à frente do movimento já anunciam uma nova data de paralisação, provavelmente nos dias 11 e/ou 12 de julho.

Diante disso, destaco algumas lições importantes da mobilização:frm20200701127

1 – A greve mostrou que o caminho da mobilização é nas ruas e não se escondendo por trás da internet. A internet e as redes sociais são um complemento, uma ferramenta limitada de divulgação, nunca um substitutivo da mobilização dos trabalhadores nas ruas;

manifestacao motoboy2 – A greve também mostrou à necessidade de promover atos de rua, públicos e de massa e não ações do tipo institucional. São precisos protestos efetivos e não e-mail ou telefonemas para “pressionar” o parlamentar “do seu Estado”. A greve pressionou mais do que milhões de e-mail, milhares de lives e tuitaços etc. e centenas de modorrentos discursos de parlamentares de esquerda e inúteis ações junto ao Ministério Público e Judiciário golpistas.

3 – jogou por terra a conversa fiada da burocracia sindical e de setores da esquerda de que não é possível mobilizar durante a pandemia. Impôs na prática, nas ruas a máxima dos explorados nos dias atuais: “se podemos trabalhar, podemos protestar“;  manifestacao entregadores

4 – O movimento não brotou do nada. Trouxe à tona que os milhões de operários e trabalhadores das mais diversas categorias que perderam seus empregos (muitos deles sendo obrigados a trabalhar como entregadores), carregam consigo sua experiência de luta. Por isso, lançaram mão dos métodos próprios de luta da classe trabalhadora, como o bloqueio de avenidas, piquetes nas vias de grande concentração de trabalhadores, a imposição da vontade da maioria que está na luta sobre a minoria, nada mais  do que a expressão da verdadeira democracia operária. Como bem declarou um manifestante diante de um hesitante fura-greve: “ou é por nós ou é contra nós!”;

5 – A greve representou um duro golpe na paralisia dos setores da burocracia sindical e da esquerda em “quarentena”, enquanto os trabalhadores estão nos seus locais de trabalho ou perderam seus empregos. Ficou evidente que a mobilização de base dos entregadores, tem que avançar, passando por cima dos sindicatos cartoriais e das direções pelegas que nada fizeram para organizar a luta. Evidencia-se a necessidade de levantar a bandeira da constituição de um sindicato nacional que esteja amparado única e exclusivamente na mobilização, na luta e nas reivindicações da categoria; 

6 – Se opondo à tradicional política da burocracia de atos demonstrativos ou simbólicos, a vitoriosa greve já apontou  à necessidade de continuidade da mobilização. É necessário dar continuidade ao movimento e fazê-lo vitorioso.

 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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