Imperialismo sofre derrota parcial mas continua ofensiva golpista: a Venezuela precisa derrotar os entreguistas

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Os imperialistas armaram um grande circo propagandístico em torno do chamado “Dia D” na Venezuela, no último sábado (23). A patética “ajuda humanitária” que os governos títeres de Brasil e Colômbia tentaram enfiar à força em solo venezuelano não passava de uma fachada que encobria uma invasão militar.

Entretanto, apesar dos conflitos nas duas fronteiras com a Venezuela, o imperialismo norte-americano fracassou rotundamente em utilizar os militares brasileiros e colombianos de bucha de canhão para sua intervenção.

Há dois motivos principais que podem ajudar a explicar esse fracasso. O primeiro é que o povo venezuelano se mantém mobilizado de maneira permanente, nas ruas e com firmeza, disposto a pegar em armas para proteger o país de uma possível invasão. No sábado, uma grande manifestação popular tomou as ruas de Caracas e, na fronteira com o Brasil e com a Colômbia, os chavistas também se aglomeraram para repudiar a invasão.

O segundo motivo é que os militares colombianos e brasileiros não se prestaram a realizar o serviço sujo dos planos imperialistas. Mesmo sendo completamente controlado pelos Estados Unidos, o exército colombiano não forçou a entrada na Venezuela, apesar de ter dado todo o apoio à extrema-direita venezuelana em seus atentados na zona fronteiriça. Os brasileiros foram muito menos agressivos, percebendo que um conflito em maior escala com os venezuelanos (que estavam dispostos a defender sua fronteira a todo o custo) irá, certamente, gerar uma crise e divisão na estrutura das Forças Armadas, um enorme descontentamento popular e, caso a situação se desenvolvesse, em uma convulsão social em meio à crise econômica e aos ataques do governo ilegítimo de Bolsonaro.

Obviamente, não é porque o alto escalão do exército seja nacionalista, anti-imperialista ou respeite a soberania nacional da Venezuela. Como entreguistas a serviço dos interesses do imperialismo no País, os generais procuram fazer de tudo para o saque imperialista no Brasil e também na Venezuela, com a derrubada de Maduro.

Por isso mesmo, o general Mourão participou da cúpula do Cartel de Lima, presidida pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, nessa segunda-feira. O representante do imperialismo fiscalizou os seus súditos e voltou a impor uma política de extrema pressão contra o governo legítimo e o povo da Venezuela.

Disse que “todas as opções estão à mesa”. O mesmo foi expressado pelo fantoche Juan Guaidó, que afirmou, após o fracasso de sábado, que a “comunidade internacional” (leia-se os imperialistas genocidas que bombardearam o Iraque, a Líbia e a Síria) deveria deixar em aberto “todas as opções” para destituir o governo bolivariano.

O povo venezuelano sabe que Guaidó é uma marionete do imperialismo e atenta contra o próprio país. Por isso mesmo, na grande manifestação de sábado em Caracas, pediu prisão para esse criminoso lesa-pátria. Milhares de venezuelanos, durante discurso de Maduro sobre o capachismo de Guaidó, gritaram “preso, preso, preso”.

Maduro deve atender às exigências da população. Para defender a soberania da Venezuela, é preciso prender os golpistas que atentam contra o povo. Se Guaidó, que fugiu para a Colômbia, voltar para a Venezuela, será para atacar o povo venezuelano, e deverá ser tratado devidamente como um fascista contrarrevolucionário pelo povo. O mesmo deve ser feito contra toda a extrema-direita entreguista: punição aos conspiradores, expropriação dos meios de comunicação e empresas que colaboram com o imperialismo e tramam uma intervenção militar, imposição de um regime de vigilância permanente por parte das milícias bolivarianas e demais coletivos populares armados nas ruas do país e nas fronteiras, junto aos soldados das forças armadas.

Porque o imperialismo já demonstrou que não irá desistir depois da derrota parcial. Nos próximos dias, continuará havendo ameaças e provocações nas fronteiras venezuelanas, e inclusive manobras de forças militares norte-americanas, como parte do processo de preparação para uma possível invasão.

O povo venezuelano e os trabalhadores latino-americanos devem se mobilizar de maneira cada vez mais ampla para evitar a invasão e expulsar de uma vez por todas o imperialismo da América Latina!