Ofensiva imperialista
Desde o resultado das eleições de 9/8, o imperialismo vem se aproveitando do descontentamento popular contra o regime para impulsionar mobilizações golpistas e se apoderar do país
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Foto: Reuters/BelaPAN
Polícia bielorrussa reprime manifestação do último domingo. Contradições do regime | Foto: Reuters/BelaPAN

Nova onda de protestos levou milhares de manifestantes às ruas de Minsk, capital da Bielorrússia, no último domingo (11). As manifestações ocorrem depois da líder oposicionista, Svetlana Tikhanovskaya, pedir no último dia 7 intervenção francesa contra o país do leste europeu, em videoconferência realizada com a Comissão das Relações Exteriores da Assembleia Nacional francesa.

Segundo a imprensa local, pelo menos 20  jornalistas foram presos em meio ao mais violento protesto contra o resultado das eleições ocorridas em 9 de agosto, que terminaram com uma vitória muito expressiva do atual presidente, Alexander Lukashenko. Svetlana Tikhanovskaya, a principal candidata opositora, cuja campanha fora fortemente impulsionada pelo imperialismo, obteve 10,12%, resultado que a oposicionista creditou a uma fraude e levou-a a proclamar-se presidente eleita do país, fazendo campanha para que os países imperialistas não reconheçam o resultado eleitoral de agosto, promovendo uma série de encontros na Lituânia, para onde se exilou.

Convulsionada desde o anúncio da reeleição, a Bielorrússia tem sido palco de protestos constantes desde a acusação de fraude eleitoral por parte da candidata derrota. Uma comissão chegou a se formar para verificar a confiabilidade do processo eleitoral, e de uma maneira no mínimo curiosa, constatou-se que eventuais manipulações  nas eleições não teriam mais do que aumentado ligeiramente a quantidade de votos recebida por Lukashenko. Oficialmente, a reeleição fora conquistada com 80% dos votos válidos porém a comissão apoiada pelo imperialismo apontou que a votação correta seria de aproximadamente 76%.

O último regime remanescente do antigo período soviético, a Bielorrússia vem há tempos sofrendo o assédio do imperialismo. Atingido pela crise econômica geral, impulsionada pela pandemia de coronavírus, o país do leste europeu vem enfrentando uma crise política que se traduz no descontentamento da população com a burocracia que governa a nação.

Atentos a tragédia que se abateu sob os vizinhos que abriram suas economias à ação predatória do capitalismo na etapa imperialista, os bielorrussos decidiram por mais um mandato  presidencial para Lukashenko, eleito pela primeira vez em 1994.

Seguindo o roteiro muito típico das chamadas “revoluções coloridas”, o imperialismo tenta aproveitar-se da crise geral para mergulhar a Bielorrússia no caos e, em meio à confusão, tomar o país de assalto, ganhando também uma posição estratégica contra a Rússia.

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