Um ataque covarde
Imperialismo mostra mais uma vez sua face de bucaneiro
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Barras de ouro | Pixabay
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Barras de ouro | Pixabay

Em mais um ato de sabotagem contra o povo venezuelano, os advogados de Juan Guaidó recusaram uma proposta formulada pelo Banco Central da Venezuela de liberar fundos retidos no Reino Unido no valor de US$ 120 milhões para a compra de vacinas contra a COVID-19.

O reconhecimento ilegal do Reino Unido de Guaidó como “legítimo” chefe de estado da Venezuela o coloca, ao menos nominalmente, no controle desses fundos. Eles são parte das reservas em ouro pertencentes à Venezuela que estão depositadas naquele país e que foram confiscadas como parte das sanções impostas tanto pelos Estados Unidos como pelo Reino Unido.

Os fundos seriam transferidos à organização internacional Gavi, Aliança para Vacina para a aquisição de vacinas. Gavi é uma parceria global na saúde que objetiva aumentar o acesso à imunização em países pobres. A recusa de Guaidó foi denunciada nessa quarta-feira (20/01) pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza. Miguel Pizarro, representante de Guaidó, rechaçou a denúncia como falsa. Contudo, a firma da advocacia londrina Zaiwalla and Co., através de uma nota à imprensa, confirmou a negativa de Guaidó à proposta do Banco Central da Venezuela.

Outro golpe recente desferido contra bens venezuelanos no exterior ocorreu na quinta-feira (14) quando um juiz estadunidense do estado de Delaware decidiu pela venda de ações da PDV Holding Inc, empresa venezuelana situada naquele estado e que é dona da refinaria Citgo atualmente sob controle da oposição. O produto da venda das ações será entregue à mineradora de ouro canadense Crystallex. Esta ajuizou uma ação pleiteando US$ 1,4 bilhão como compensação por bens seus expropriados na Venezuela. A decisão judicial vai contra uma determinação do Departamento do Tesouro estadunidense que veda a venda dessas ações. Até a oposição venezuelana se colocou contra a venda, mas foi vencida na justiça.

O roubo do ouro venezuelano tem dois precedentes bem conhecidos e relativamente recentes: em 2011 o ouro (143 toneladas) pertence ao tesouro da Líbia desapareceu misteriosamente após a invasão daquele país por tropas dos países imperialistas; na Ucrânia, de forma não tão misteriosa em março de 2014, na calada da noite caminhões sem placa guardados por homens vestidos de preto e fortemente armados descarregaram no aeroporto o ouro pertencente ao tesouro ucraniano. O ouro foi levado a um avião que decolou em direção aos Estados Unidos. Eram 42,3 toneladas que nunca mais voltaram ao solo ucraniano.

A recente afirmação por parte do novo presidente estadunidense, Joseph Biden, que pretende continuar reconhecendo o golpista Juan Guaidó como presidente da Venezuela sinaliza que a política  agressiva contra a Venezuela e contra a América Latina em geral irá continuar e provavelmente subirá de tom dadas as credenciais das pessoas encarregadas de dirigir a política externa dos Estados Unidos.

O identitário Biden só existe como uma fachada muito mal caiada. As manifestações crédulas de um vasto setor da esquerda brasileira de que a administração Biden será mais benigna para o mundo beira o patético pois fecham os olhos ao seu notório passado racista e belicista e sua atuação prática na atualidade como o senhor da guerra e representante “puro sangue” dos maiores assassinos da humanidade, os monopólios imperialistas.

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