Imperialismo: Reunião da OEA e retirada da UNASUR, revela para que serviu os golpes

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Entenda o alinhamento político dos golpistas através dos últimos eventos da diplomacia sul-americana, na qual os países que são dominados por golpistas mostraram toda a sua coesão aprovando resolução dos bombardeios na Síria na OEA e enfraquecendo a UNASUR. Ouça o trecho a seguir sobre o tema, parte da Análise Política da Semana.

“Dois fenômenos têm muita relevância para a política brasileira, a Reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) e o abandono de seis países de 12 da União das Nações Sul-americanas. Esses dois acontecimentos são importantes por mostrarem claramente qual é o sentido geral da política golpista no país e na América Latina.

Durante a reunião da OEA, a esmagadora maioria dos presentes adotou uma resolução aprovando o bombardeio criminoso dos EUA, da Inglaterra e da França contra a Síria. Um bombardeio que nem passou pelas formalidades tradicionais da política imperialista: aprovação na ONU, consentimento do Conselho de Segurança da ONU.
Criou-se um pretexto com a questão do suposto ataque com gás letal na Síria, que teria sido feito pelo governo sírio, para que os imperialistas pudessem fazer o bombardeio e retomar um pé em uma situação em que o imperialismo está sendo derrotado e colocado para fora do cenário político daquele país. Mesmo diante desta armação, a maioria dos países da OEA aprovaram a ação dos EUA, mostrando o caráter totalmente subserviente dos países que estão ali.

O que chama a atenção é a unanimidade na reunião, a maioria dos países que sofreram golpe de Estado aprovaram essa atuação, mostrando que um dos objetivos do golpe foi alinhar politicamente o continente para dar apoio à política imperialista, em particular a política imperialista estadunidense. Todos os países onde a direita chegou ao governo, em geral por meio de golpe, operação política cuidadosamente calculadas para retirar os nacionalistas do poder.

Os golpistas se retiraram da UNASUR, mostrando sua completa obediência política e econômica dos Estados Unidos no subcontinente. É muito importante entender esta situação, por confirmar que o golpe não é um problema de politicagem nacional, como muitas vezes foi falado como que o Cunha havia colocado o Impeachment por ressentimento e demais coisas que muitas vezes existem na política, mas que são sempre fatores completamente secundários diante das diretrizes dos principais poderes.

Os acontecimentos recentes mostraram primeiro que o golpe no país não é isolado, que o imperialismo montou uma operação internacional que não se restringe a América Latina, mas nesse caso é uma operação bem específica para colocar a casa em ordem e colocar todas as colônias latino-americanas alinhadas ao poder metropolitano. Mostram também que o imperialismo tem uma diretriz econômica para a América Latina e que ele pretender impor isso através dos governos colocados à revelia da vontade da população destes locais. Mostra também que a operação não está concluída, países como Bolívia e Cuba que votaram contra essas resoluções mostra que ainda há vozes dissidentes que o imperialismo buscará sufocar.

A Venezuela não participou da reunião da OEA, mas foi um dos temas fundamentais da reunião, pois lá deram um passo importante no sentido de organizar uma intervenção na Venezuela.”

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