Imperialismo norte-americano pronto para ataque à Síria

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Em matéria do dia 12 de abril, quinta-feira, o site Sputnik publicou a posição oficial russa, de acordo com o jornal Kommersant, em relação a um possível ataque norte-americano à Síria:

“se houver uma ameaça à vida dos militares russos na Síria, a Rússia abrirá fogo tanto contra os mísseis, como contra seus portadores, ou seja, contra os destróieres e porta-aviões dos EUA”.

A Marinha russa já delimitou uma zona perto da costa síria.

O grupo naval conta com cerca de 15 navios de guerra e de apoio. Fragatas com mísseis de cruzeiro (míssil guiado que transporta uma carga explosiva e é propulsionado, normalmente por um motor a jato rumo a um alvo em terra ou no mar) e submarinos.

No grupo aéreo, estão posicionados na Síria aviões antissubmarinos.

Os porta-aviões norte-americanos USS Donald Cook e USS Porter têm capacidade de lançar mísseis extremamente devastadores, como o conhecido Tomahawk, e irão pelo Mar Mediterrâneo. O porta-aviões USS Harry Truman irá pelo golfo Pérsico.

Os Estados Unidos contam com o apoio massivo dos britânicos. A Inglaterra enviou submarinos carregados com mísseis para as fronteiras da Síria. A Alemanha manda a fragata 221 Hessen, formando uma coalizão imperialista de proporções gigantescas.
O Chefe do Comitê de Defesa da Duma (câmara baixa do parlamento russo, equivalente à câmara dos deputados aqui no Brasil) Vladimir Shamanov advertiu que a Rússia:

 

“tem armas dignas, e se os EUA as quiserem pôr à prova, então terão uma resposta”.

Donald Trump, como sempre usando o Twitter, ameaçou atacar o país árabe com mísseis bons, novos e inteligentes.

A última desculpa esfarrapada do governo americano que tenta a todo custo, desde 2013, dominar o território Sírio, foi a de atacar os apoiadores do governante democraticamente eleito Bachar Al-Assad, devido aos ataques químicos que teriam acontecido na Síria. E quem denunciou esses ataques?

O imperialismo conta com diversas organizações que trafegam pelo território sírio a bel prazerOrganizações com nomes como Observatório pelos direitos humanos na Síria e, nesse caso, os famosos capacetes brancos. Todos com nomes lindos para divulgar a “beleza” que as ONGs imperialistas perpetuam na Síria. Lembremos que essas organizações não entram a chamado do povo, e, sim, dos próprios terroristas, atuando como braços de informação para os ataques norte-americanos e terroristas.

De acordo com o site Sputnik:

“Segundo a chancelaria russa, nos últimos tempos a Rússia advertiu repetidamente sobre essas provocações perigosas”.

“O objetivo dessas invenções mentirosas, que não têm nada a ver com a realidade, é proteger os terroristas e a oposição radical inflexível, que recusa uma solução política, ao mesmo tempo tentando justificar possíveis ataques do exterior”, declara o comunicado.

O próprio secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, disse ao congresso no dia 10 de abril que eles apenas tinham informações da imprensa e redes sociais, e que não tinham provas do uso de cloro ou sarin na cidade de Douma.

A Síria tem um papel estratégico para a hegemonia imperialista no Oriente Médio. Pode fazer frente à Israel e é aliada do Irã.

Com o governo da Arábia Saudita se distanciando dos Estados Unidos, é necessária cada vez mais para o governo norte-americano garantir dominação geopolítica e controle sobre o petróleo

Uma troca de regime na Síria poderia tornar possível a conclusão de um gasoduto natural que traria enormes lucros a Israel, EUA e Qatar. Qatar, que é o maior exportador de gás natural do mundo e sonha com o gasoduto para exportar para a Europa, gastou 3 bilhões de dólares em apoio aos rebeldes na Síria. O atual governo sírio é contra o gasoduto por ir contra os interesses da Rússia, que é o maior fornecedor de gás natural para a Europa.

Fonte: Middle East Strategic Perspectives
Gasoduto dos sonhos imperialista em verde

O imperialismo está se aliando todo nessa empreitada para acabar com os governos nacionalistas no Oriente Médio, massacrar e levar a política de terra arrasada à Síria, declarar guerra aos países nacionalistas burgueses. Todo apoio ao governo sírio e pela autodeterminação dos povos.