Imperialismo norte-americano é o grande promotor do massacre no Iêmen

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O Senado dos Estados Unidos da América aprovou, nessa semana, uma resolução que põe fim ao apoio logístico e militar à guerra contra o Iêmen. Embora a votação tenha sido apertada – foram 54 votos a favor da resolução contra 46 a favor da manutenção do apoio -, a decisão do Senado será levada ao presidente norte-americano Donald Trump para ser sancionada.

A resolução aprovada não deverá mudar muita coisa em relação à situação do Iêmen. Desde 2015, a Arábia Saudita vem liderando uma coalizão de países para atacar os iemenitas. No entanto, esses ataques são financiados e ordenados justamente pelo imperialismo norte-americano, que é o maior interessado na destruição do Iêmen.

A guerra imperialista contra o Iêmen já causou uma crise humanitária de enormes proporções. Mais de 2 milhões de crianças iemenitas se encontram gravemente desnutridas, dentre as quais mais de 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. Inúmeras bombas já foram jogadas no país, cerca de 20 mil civis foram assassinatos nos conflitos criminosos com o imperialismo e 14 milhões de pessoas (metade da população) estão sob risco de fome.

Se o governo norte-americano precisou aprovar uma resolução no Senado para indicar publicamente que sairia da guerra do Iêmen, isso não significa que os iemenitas serão deixados em paz pelos Estados Unidos. Os interesses que levaram os norte-americanos a entrar na guerra do Iêmen permanecem, de modo que os capitalistas norte-americanos procurarão continuar desestabilizando o país para assumir seu controle completo.