Cinismo capitalista
Trata-se da decadente União Europeia que acabara de perder o Reino Unido, um agente imperialista histórico e invasor sanguinário do território chinês.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Jonathan van Smit_48750667602_e533324a30_c (1)
Foto: Jonathan van Smit |

As cenas de políticos burgueses de Hong Kong sendo retirados da sala do conselho legislativo após protestarem contra a decisão chinesa de introduzir uma legislação específica de segurança para o território semiautônomo correram o mundo essa semana.

O espetáculo dos parlamentares autodenominados “pró-democracia”, foi suficiente para reacender as críticas dos imperialistas, em especial da União Europeia (UE) a respeito da determinação soberana da China de governar seu próprio território.

É importante lembrar que o decadente órgão do imperialismo europeu acabara de perder um de seus principais membros, o Reino Unido, cujo Primeiro Ministro Boris Johnson anunciara a saída do bloco recentemente.

Este fator por si só deveria preocupar mais os políticos burgueses da União Europeia do que acusar cinicamente a China de ingerência sobre Hong Kong e assim acabar com a falácia liberal de “Um país, dois sistemas”.

Os capitalistas europeus temem que a China retome seu território por completo e cesse com a farra do cassino financeiro especulativo que se instalou na região com mais intensidade desde a Declaração Sino-Britânica de 1984 que determinava um sistema capitalista honconguês intacto por um período de 50 anos a partir de 1997. Como já se passaram 23 anos, é natural o desespero do imperialismo se acentue.

A autocracia do Reino Unido é um dos principais agentes imperialistas históricos envolvidos nas sucessivas guerras e invasões ao território chinês de Hong Kong desde os tempos em que o país também era uma dinastia monárquica.

O próprio acordo assinado na metade dos anos 80 é fruto do vencimento de outros tratados desiguais anteriores cujas bases foram estabelecidas de forma criminosa contra a população chinesa: o Tratado de Nanquim e a Convenção de Pequim.

O Tratado de Nanquim foi um acordo firmado entre a China da Dinastia Manchu e a Grã-Bretanha em 29 de agosto de 1842, que encerrou a primeira das chamadas Guerras do Ópio ou Primeira Guerra Anglo-Chinesa (1839-1842).

A Companhia Britânica das Índias Orientais queria forçar a Dinastia Qing da China a permitir o livre comércio, principalmente do ópio, no território asiático. A Grã-Bretanha exigia a abertura comercial, enquanto o governo imperial da China tentava proibir.

O resultado da reclamação dos comerciantes ingleses expulsos da China foi a decisão de Londres em atacar a China com a sua poderosa armada marítima para forçar os chineses a comprarem o ópio cultivado na  Índia colonial britânica. Outro país invadido e saqueado pelos ingleses que escravizaram sua população e roubaram suas riquezas.

O Tratado de Nanquim é considerado o primeiro dos “Tratados Desiguais” ou “Tratados Iníquos”, assinados entre a China Qing, o Japão Tokugawa e a Coreia Chosun com as potências industrializadas ocidentais, entre meados do século XIX e o início do século XX.

Contendo doze artigos, o que se destaca é justamente Artigo 3º que dava a possessão de Hong Kong por tempo indeterminado à rainha Vitória e seus sucessores.

Já a Primeira Convenção de Pequim foi um tratado entre o governo da Dinastia Qing e três potências europeias, França, Reino Unido e Rússia datada de 18 de outubro de 1860 onde o imperador chinês ratificou o Tratado de Tientsin (1858). A convenção foi assinada para pôr fim à Segunda Guerra do Ópio, sob a pressão militar e diplomática das tropas britânicas e francesas.

Os chamados Tratados Desiguais entre meados  do século XIX e o início do século XX foram firmados com as potências industrializadas ocidentais após sucessivas derrotas militares para as potências estrangeiras e ameaças de ação militar por essas potências.

Iniciando com a ascensão do nacionalismo e do anti-imperialismo na década de 1920, o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês usaram esses conceitos para caracterizar a experiência chinesa em perdas de soberania entre 1839 e 1949.

Esse foi um período no qual os estados asiáticos não eram capazes de resistir às pressões econômicas e militares das principais potências imperialistas ocidentais à época.

Logo, a União Europeia, que nada mais é do que um órgão do imperialismo europeu, ao acusar a China de ingerência em Hong Kong, é um ato de puro cinismo e oportunismo. São justamente os membros da União Europeia quem mais ingerem em Hong Kong, por motivos históricos.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas