Imperialismo elege seu representante na Interpol sob denúncias de fraude contra a Rússia

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Da redação – Nesta quarta-feira (21), a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) elegeu seu novo presidente e agora é dirigida pelo sul-coreano Kim Jong-Yang. A eleição do novo presidente do órgão internacional foi realizada em Dubai, onde estavam reunidos delegados de várias nacionalidades desde domingo (18), e ocorreu sob fortes denúncias de manipulação.

Kim Jong-Yang já ocupava a presidência do órgão de forma interina desde a renúncia do presidente anterior, em outubro. Na verdade, várias denúncias surgiram desde a renúncia do ex-presidente indicando que haveria uma manipulação por parte do imperialismo norte-americano para manter para si o controle da Interpol. A eleição de um representante da Coreia do Sul, um país tradicionalmente alinhado à política do imperialismo estadunidense, indica que os norte-americanos estão buscando manter e fortalecer sua influência através de um fantoche colocado na presidência da Interpol.

Além disso, cabe ressaltar que na terça-feira a Rússia denunciou que a eleição para o novo presidente da Interpol estava sendo manipulada. De acordo com o Kremlin foi realizada uma manobra para evitar que o representante russo fosse eleito, o que ficou claro no posicionamento de senadores norte-americanos e especuladores que se colocaram contra o representante russo. Os senadores norte-americanos chegaram inclusive a realizar um apelo aos delegados na Interpol para que impedissem a vitória do russo Alexander Prokopchuk.

Dmitri Peskov, atual porta-voz do Kremlin, anunciou que a manobra realizada pelo imperialismo norte-americano para manter o controle da Interpol “trata-se de uma forma ingerência no processo eleitoral e nas eleições de uma organização internacional”. No mesmo sentido, o Ministro do Interior russo afirmou que o candidato russo à Presidência da Interpol era plenamente capacitado para ocupar o cargo e que a atitude dos Estados Unidos seria uma politização indevida do órgão. O candidato russo ao cargo que foi derrotado pelas manobras norte-americanas, Alexander Prokopchuk, tem 56 anos e é um veterano do Ministério russo do Interior, sendo considerado um homem próximo de Putin, que dirige atualmente a Rússia.

Antes da eleição, o imperialismo impulsionou uma ampla campanha contra Alexander Prokopchuk alegando que ele utilizaria a Interpol para favorecer os interesses russos. A campanha, marcada pela tradicional hipocrisia imperialista, anunciava que a Rússia utilizaria o cargo mais alto da Interpol para organizar a perseguição política contra os inimigos do atual governo russo o que, na verdade, é feito desde há muito tempo pelos próprios norte-americanos.

A verdade é que a eleição do novo presidente da Interpol foi manipulada para favorecer a vitória de mais um elemento submisso ao imperialismo norte-americano, o que permitirá que os Estados Unidos continuem utilizando o órgão internacional para levar adiante tanto a sua tradicional perseguição quanto a campanha farsesca contra os países não alinhados com a sua política, como é caso da Rússia.