Guerra suja
A máquina de propaganda imperialista ataca a Venezuela com demagogia, mas esquece que são eles próprios e seus aliados, os mais afetados pelo COVID-19.
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Povo venezuelano protestando contra os Estados Unidos. | Foto: Reprodução

O Governo venezuelano rechaçou e classificou como fraudulenta a iniciativa de diversos países liderados pela União Europeia para recolher fundos para, supostamente, prestar auxílio ao migrantes venezuelanos. O protesto foi feito pelo Chanceler Jorge Arreaza pelo Twitter, disse ele: “A República Bolivariana da Venezuela avalia como um espetáculo fraudulento organizado por um grupo de governos, auto proclamados doadores, liderados pela União Europeia, que cria uma comunidade internacional para legitimação de ações continuadas, intervencionistas, falsas e precárias promessas de fundos, supostamente dirigidas a atender a migração venezuelana

A Conferência de Doadores Solidários aos Refugiados e Migrantes da Venezuela no Contexto do COVID-19, anunciou nesta terça feira (26/05), ter arrecadado € 2,5 milhões de Euros. A Conferência tem entre seus participantes, mais de 40 países, a Organização dos Estados Americanos (OEA), instituições europeias como o Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, dentre outros. Tem o apoio da Agencia das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Para as autoridades venezuelanas não passa de um “evento midiático ideologizado” usados para atacar o governo daquele país. O próprio presidente Nicolás Maduro manifestou-se dizendo que “a suposta preocupação europeia com a situação do COVID-19 na Venezuela é cínica, quando os países chamados destinatários [dos migrantes] e a maioria dos doadores auto proclamados são as principais fontes do coronavírus na região e no mundo.

Os detratores do Governo Maduro tem usado o argumento de um êxodo constante de cidadão venezuelanos como propaganda, no entanto estes dados sempre foram muito manipulados pela imprensa burguesa de países como Colômbia e Brasil, ambos declaradamente apoiadores das intenções golpistas dos países imperialistas liderados pelos EUA. Recentemente, o DCO (Diário Causa Operária) noticiou em matéria intitulada “Regime colombiano impede a volta de venezuelanos para seu país”, um impasse causado pelo governo colombiano que impedia o retorno de milhares de venezuelanos a seu país, alegando entraves burocráticos.

Caracas também acusou o consórcio imperialista de esconder o fato de que há um fluxo massivo de venezuelanos retornando, motivados pela xenofobia, discriminação, maus tratos e um manejo ruim da pandemia nos países onde se encontram. Maduro assegurou que 49.628 venezuelanos já regressaram vindos da Colômbia e do Brasil.

A demagogia fica evidente quando, entre os países doadores, encontra-se o Brasil, onde o governo central propõe o fim do isolamento social em meio ao aumento de mortes e sequer tem um ministro da saúde com um plano efetivo para o enfrentamento da crise. Apesar da crise econômica por que passa a Venezuela, causada pelo bloqueio econômico dos EUA, o país é um dos menos afetados pelo COVID-19 na América Latina e conta com uma série de medidas de amparo social, como suspensão de pagamento de tarifas de água e luz, de alugueis e aporte governamental para pagamento de salários.

Certamente, é propaganda bem mais eficiente que um a criação de um fundo “humanitário”, o fato de que EUA, Brasil e União Europeia estão todos no topo da lista de infectados e mortos pelo coronavírus, enquanto que a Venezuela tem lidado muito melhor com o enfrentamento da pandemia.

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