Censura imperialista
Plataformas como Google, Facebook, Twitter e Instagram trabalham de acordo com interesses dos governos capitalistas, e censuram informações referentes aos países oprimidos.
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Redes sociais alinhadas ao imperialismo: arte divulgação |

Nesta sexta-feira (10), as redes sociais Instagram e Facebook anunciaram que vão remover todas as publicações que demonstrarem apoio ao general iraniano Qassem Soleimani, assassinado em uma emboscada armada pelos Estados Unidos no dia 3 de Janeiro, em Bagdá, no Iraque.

As redes que pertencem ao norte-americano Mark Zuckerberg, se manifestaram, através de um representante do Facebook em uma entrevista à CNN, dizendo que a medida busca cumprir com as sanções do presidente Donald Trump ao Irã. Mostrando assim toda a submissão da empresa à política imperialista e ao governo dos EUA.

O porta voz do governo iraniano, Ali Rabiei, chamou as ações de antidemocráticas. A imprensa estatal do Irã informou que o governo entrou com uma ação legal contra o Instagram em protesto, e criou um site para que os usuários do aplicativo enviem exemplos de postagens que foram removidas pela empresa.

Uma matéria publicada pelo Diário da Causa Operária (DCO) no mês passado denuncia que o Google, empresa americana, exerce seu poder de controle e está censurando a imprensa iraniana. As TV’s Hispan TV e Press TV tiveram as contas bloqueadas no YouTube, impedindo que seus vídeos sejam postados e visualizados na rede.

Para o diretor geral da Hispan TV, Dr. Ali Ejarehdar, empresas como Google agem em sintonia com as políticas americanas e buscam silenciar a voz da verdade. Em abril do ano passado o Instagram encerrou a conta de Soleimani depois que os Estados Unidos designou que o Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica (IRGC) seria uma organização terrorista, e Qassem um de seus comandantes.

“Operamos sob as leis de sanções dos EUA, incluindo aquelas relacionadas à designação do IRGC pelo governo dos EUA e sua liderança”, disse um porta voz do Facebook em comunicado. Em Novembro do ano passado o departamento de Estado dos Estados Unidos solicitou ao Facebook e ao Twitter a suspensão das contas do líder da revolução Islâmica, o Aiatolá Seyed Ali Jamenei, que tinha mais de 100.000 seguidores nas redes sociais.

Os ataques da imprensa imperialista e as plataformas ligadas aos interesses capitalistas contra o Irã são inúmeros. Sob alegações de que aquele país não é democrático, censuram, boicotam, bloqueiam, mentem, distorcem, com objetivos de manter a hegemonia política no Oriente.

As redes de TV iranianas tiveram suas contas bloqueadas no YouTube também em virtude de seu crescimento e alcance nos países da América Latina, porém as alegações são sempre as mesmas, de que os canais teriam violado as regras da plataforma.

O que se pode observar é que os paladinos da “democracia capitalista”, que acusam países que não se submetem as suas ordens e regras de ditaduras, são os que mais são antidemocráticos e ditatoriais, pois liberdade de informação faz parte da democracia e que no caso não está sendo respeitada. O que significa também é que a internet representam um perigo para a dominação imperialista sob os países mais oprimidos.

A liberdade de expressão que o imperialismo tanto prega só é boa e pode ser divulgada se tiver de acordo com seus interesses. Visto o caso do jornalista e fundador do site Wikileaks Julian Assange, que atualmente se encontra preso pelo governo Britânico por ter divulgado as atrocidades cometidas pelo governo americano na guerra do Iraque em 2007 e outros atentados contra a humanidade.

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