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Uigures

Imperialismo aumenta pressão contra a China

O imperialismo tem tentado de diversas formas impulsionar uma campanha que afirma a existência de genocídio proposital contra a etnia Uigures

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Joe Biden e Xi Jinping – Foto: reprodução

Dentre as diversas alavancas para a dominação de um país ou de uma determinada área, o imperialismo, sobretudo o norte-americano, tem um gosto pela desestabilização com o uso das questões étnicas do local em questão. Atualmente, uma expressão disso é a própria China e o alvo da vez são os chineses de etnia Uigur, que localizam-se na região de Xinjiang e seguem o islamismo.

A propaganda imperialista tenta de diversas formas criar uma ampla e crescente campanha que afirma a existência de uma intensa perseguição e repressão aos Uigures. Em março foi lançado um “relatório independente com parecer de mais de 50 especialistas” que afirma que a China estaria deliberadamente tentando exterminar os Uigures, acusando o país de genocídio. No mesmo mês foram impostas as primeiras sanções à China desde 1989, pela União Europeia, com o mesmo pretexto. Já a China nega todas as acusações e afirma estar combatendo o terrorismo e o extremismo religioso

Não existem, entretanto, provas de nenhuma dessas afirmações por parte do imperialismo. Com as informações disponíveis, não é possível determinar verdades ou mentiras no meio do caso, porém é fato que qualquer coisa vinda do imperialismo merece grande desconfiança. É importante lembrar que, sob pretexto de “combate ao terrorismo”, países como Síria e Afeganistão vivem guerras de mais de uma década, assim como diversos países da África, que tem governos fantoches do imperialismo, são ocupados militarmente e bombardeados com uma certa frequência. Falsificação de pretextos e financiamento de grupos e manifestações locais também estão inclusos, como pode ser visto no exemplo mais próximo que foi o golpe de 2016 dado em Dilma Rousseff com apoio imperialista.

Outros exemplos bastante ilustrativos são as ilhas Spratly, a relação entre Taiwan e Hong Kong e, no momento, a situação em Mianmar. Um suposto acontecimento serve para uma série de ataques — esses comprovadamente genocidas e criminosos — como as sanções, os bloqueios econômicos e até as ofensivas militares. 

As ilhas Spratly são disputadas pela China, Malásia, Taiwan, Filipinas e Vietnã. Por serem reivindicadas como território chinês, os EUA têm aumentado cada vez mais suas provocações ao, por exemplo, constantemente passar com navios de guerra na região.

Taiwan tem sido uma das fontes preferidas de desestabilização da China por parte dos EUA. Apesar de já ter sido ocupada diversas vezes, foi durante a Revolução Chinesa que Taiwan conheceu a verdadeira face do imperialismo norte-americano. Foi para esta ilha específica que o contrarrevolucionário Chiang Kai-Shek fugiu após a tomada do poder por Mao Tsé-Tung, e, apoiado pelo imperialismo norte-americano, implantou uma ditadura e perseguiu socialistas, comunistas e militantes de esquerda em geral. No momento, o imperialismo está pronto para apoiar Taiwan de todas as formas e consolidar uma separação da ilha em relação à China, inclusive determinando a intervenção norte-americana em caso de alguma agressão chinesa direcionada a Taiwan.

Já em Hong Kong ficou conhecido o fato das manifestações direitistas que se arrastaram por alguns meses. A imprensa burguesa no mundo inteiro afirmava que os protestos eram feitos pela oposição, eram protestos populares e “pela democracia”. Estes, entretanto, eram claramente pró-imperialistas e abertamente apoiados pelo imperialismo, que tinha o objetivo de abrir espaço para um confronto com o governo de Pequim.

O caso mais recente de tentativa de desestabilização é a questão de Mianmar. Tendo sofrido um golpe militar em 1° de fevereiro deste ano, o país tem enfrentado protestos quase diariamente. Entretanto, a “casa cai” quando a imprensa imperialista começa a notificar as manifestações como “pró-democráticas”. O fato concreto é que o imperialismo está enterrado dos pés a cabeça na situação, mais uma vez, com o objetivo de atacar a China.

Países como China, Rússia e Irã vivenciam tais ataques cada vez mais por defenderem sua soberania nacional e, portanto, desafiarem as políticas imperialistas das grandes potências. Dito isso, é fato que a posse de Biden como presidente dos EUA não “melhorou” uma vírgula na política imperialista norte-americana (como se isso fosse possível), muito pelo contrário, deixou-a ainda mais evidente e agressiva, continuando o ataque a quem os interessa com todo e qualquer método necessário.

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