Crise total no bloco golpista
Moisés vê processo de impeachment avançar e poderá ser afastado do cargo ainda este mês.
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Mais um governador derrubado? | Divulgação
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Mais um governador derrubado? | Divulgação

Nesta quinta-feira (17), o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) e sua vice, Daniela Reinehr, viram na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) a aprovação do processo de impeachment por 33 votos favoráveis contra 6 apoiadores do governador.

Agora, ocorrerá uma comissão mista de deputados e juízes para decidir sobre o afastamento da chapa que governa o estado.

Em reposta o governador catarinense chamou que a iniciativa de um processo “motivado por interesses políticos” e que “permanece confiante na Justiça”. De acordo com Moisés “a pressa com a qual o presidente do Parlamento estadual levou o tema a plenário revela tão somente os interesses políticos daqueles que buscam o poder para fins pessoais e não respeitam o voto dos catarinenses, atentando contra a democracia”.

O mesmo é denunciado por crime de responsabilidade na compra de 200 respiradores superfaturados da China. Tal acusação é claramente uma desculpa, para levar a frente a derrubada do governo, por um dos setores da burguesia catarinense.

A crise na prática dá-se no interior da burguesia. Moisés, cresceu nas pesquisas eleitorais com poucas semanas de antecedência das eleições, seguindo a mudança de política da burguesia que decidiu optar pelo governo improvisado de Jair Bolsonaro. Na época, Moisés estava atrás inclusive do candidato do PCO, e em pouco tempo, tornou-se o “candidato dos catarinenses”.

Nesse sentido, a facilidade com que o mesmo é derrubado de muito lembra o processo contra Witzel, processo que foi responsável por afastar o governador carioca graças ao conflito com setores bolsonaristas. Não há base popular, sequer entre os defensores de Bolsonaro.

Agora, com o desenvolvimento do processo de impeachment, quem assumirá o cargo provisório será o presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD) do mesmo partido do ex-governador Raimundo Colombo, representante do setor mais predominante da burguesia local.

A crise chegou a tamanha proporção, que muitos respondem ao processo de impeachment em alusão ao golpe de 2016, declarando ser uma ação golpista.

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