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O imperialismo sempre lançou mão da propaganda como primeiro ato de seus ataques a governos que se recusam a lhe prestar vassalagem total ou que simplesmente estão em seu caminho. No passado muitas dessas operações só se tornavam de conhecimento geral após decorridas décadas geralmente graças a abertura de arquivos secretos. O advento da INTERNET acrescido do desgaste da fórmula pela repetição e ainda o descrédito mundial em que caiu o sistema imperialista tornou possível detectar as campanhas de propaganda logo no seu início.

A campanha orquestrada contra a Venezuela, talvez pelos seus seguidos insucessos, é uma das mais longas da história do imperialismo. Poucos tem conhecimento do que realmente ocorre na Venezuela mas pode-se concluir que se houvesse verdade no noticiário da imprensa burguesa seria lógico que a própria sociedade venezuelana já teria entrado em colapso total a muito tempo. Um artigo publicado no “Wall Street Journal” no último dia 13 por um jornalista chamado Juan Forero fala de emigração em larga escala e compara o que ocorre na Venezuela aos acontecimentos na Síria e em Myanmar. Já a algum tempo, matérias veiculadas em sítios financeiros alternativos estadunidenses falam de venezuelanos comendo seus animais domésticos e os dos jardins zoológicos.

No Brasil o desconhecimento sobre o que se passa no país vizinho, e também no resto da América Latina, é colossal. Tal desinformação está permitindo o surgimento da campanha da existência de uma crise humanitária na Venezuela transbordando para dentro de nossas fronteiras. Os fatos não coincidem com as calúnias veiculadas por nossa imprensa corporativa. De início não se pode falar em refugiados pois a sua existência, segundo definido no direito internacional, é  decorrência de um conflito armado, inexistente na Venezuela e que, aliás, não está sendo alegado por ninguém. A esmagadora maioria dos venezuelanos que deixam o país são pessoas de classe média insatisfeitos e que acreditam poder encontrar melhores oportunidades no exterior, no caso do Brasil muitos foram para os grandes centros principalmente São Paulo. Em regiões de fronteira aberta como é o caso do Brasil e Venezuela é difícil precisar o caráter definitivo ou não da estadia em ambos os lados da fronteira. Não houve nenhuma notícia de situação anormal no lado brasileiro da fronteira em razão da presença dos “refugiados”. Estamos, pois, diante de uma farsa.

A tentativa do governo golpista brasileiro de criar um estardalhaço surge no momento em que os Estados Unidos estão arreganhando mais os dentes na direção do governo Maduro quando este avança na iniciativa pioneira na América Latina de abandonar o sistema do dólar em consonância com uma tendência crescente no mundo e corresponde a um tiro mortal, ainda que possa ser de efeito retardado, no imperialismo norte-americano daí os ataques que vão do boicote econômico à ameaça militar direta.

Pragmaticamente o simulacro de uma situação caótica na fronteira Brasil-Venezuela além de provocativa pode servir ao surgimento de uma força militar “rebelde” treinada por militares brasileiros, norte-americanos e outros e que promoveria uma guerra civil no país vizinho. As consequências nesse caso são imprevisíveis mas se fariam sentir na América Latina afora e tem o potencial de criar na região um quadro semelhante ao do Oriente Médio.

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