Abaixo a lei anti-terrorismo!
Enquanto nos EUA o genocida Biden quer impor uma nova lei antiterrorismo para reprimir mais ainda a população, no Brasil o fascista Major Olímpio tenta aplicar a mesma política
Ato em brasilia
Manifestação do MST em Brasília. | Foto: Reprodução
Ato em brasilia
Manifestação do MST em Brasília. | Foto: Reprodução

Um nova polêmica surgiu dentro da esquerda desde a invasão do Capitólio dos EUA pelos apoiadores de Trump, este acontecimento gerou uma agressiva reação do principal setor do imperialismo, que é representado por Biden. Não só a repressão contra os manifestantes e contra Trump foi intensa, mas já se planeja aumentar acentuadamente a própria legislação repressiva com uma nova lei “anti terrorismo interno” que vem sendo apoiada pela esquerda norte americana e internacional. Enquanto isso o senador fascista Major Olímpio do PSL tenta impor os mesmos mecanismos de repressão do povo por meio de um novo projeto de lei que amplia a definição de terrorismo para incluir crimes contra bancos e transportes públicos e ocupação de instituição de segurança pública. O projeto fascista no Brasil, quase idêntico ao do genocida Biden, escancara que não existe nem sombra de luta contra o fascismo em seu governo, pelo contrário existe uma grande semelhança.

Primeiramente é preciso esclarecer que não houve nenhuma tentativa de golpe de Estado vinda de Trump no episodio ocorrido no início de janeiro, o que houve foi uma grande manifestação de setores fascistas e também de trabalhadores conservadores que enxergam Trump como uma possível alternativa ao regime neoliberal de desemprego e miséria cujo Biden é o principal expoente. Os manifestantes protestavam contra a fraude eleitoral que, apesar de não estar comprovada é uma possibilidade devido aos grandes indícios, com milhões de votos por correio e diversas disputas judicias pela recontagem ou não dos votos. Dada a enorme crise política no país o movimento se radicalizou e invadiu o congresso como é comum de se acontecer em manifestações em frente a prédios públicos.

O que causa o estranhamento é que o protesto era de setores da direita, mas isso é facilmente compreensível ao analisar que Trump se apresenta demagogicamente como uma alternativa ao regime que domina o país e explora a classe operária norte americana desde o fim da segunda guerra mundial e assim angariou uma grande base. Ao mesmo tempo a esquerda não se radicalizou, na realidade a esmagadora maioria ficou a reboque de Biden aderindo a frente ampla com ele que é o representante dos maiores inimigos da classe trabalhadora internacional, os monopólios de petróleo, da industria armamentista e dos bancos. Assim a polarização que cresce cada vez mais devido a gigantesca crise se expressa na extrema direita mas é represada do lado da esquerda pois esta fica a reboque de Biden.

No Brasil algo análogo poderia ter acontecido, as eleições de 2018 foram uma completa fraude, Lula, o candidato mais popular foi removido ilegalmente das urnas pela operação laja jato e todo judiciário golpista a mando do imperialismo. A posse de Bolsonaro portanto foi completamente ilegitima e caso houvesse uma ação combativa da esquerda um grande ato poderia ser organizado em frente ao congresso ou ao palácio da Alvorada que, com a radicalização dos trabalhadores que deseja derrubar o regime golpista de uma vez por todas, poderiam ser facilmente invadidos. Na realidade é muito comum esse tipo de manifestação, os professores em greve já ocuparam diversas vezes secretarias de educação, os estudantes ocupam as universidades, o MST já ocupou assembleias legislativas etc, é um método tradicional da luta política. E justamente por isso esta sendo criminalizado tanto nos EUA como no Brasil.

O terrorismo sempre é usado para justificar a repressão do imperialismo aqueles que o combatem. O uso mais conhecido é contra as populações dos países Árabes que vivem em cima de uma das maiores riquezas do planeta e mesmo assim seguem na miséria absoluta pois são saqueados constantemente pelos monopólios imperialistas. A invasão do Iraque foi justificada em base do combate ao terrorismo assim como do Afeganistão e da grande parte dos países do Oriente Médio. Agora o imperialismo em crise planeja aumentar a repressão interna, o caso do capitólio esta sendo usado para ganhar o apoio da esquerda, que será justamente a grande vítima da repressão. As gigantescas manifestações após a morte de George Floyd deixam isso muito claro, há uma tendencia do crescimento da esquerda combativa nos EUA e a burguesia já esta se prevenindo aumentado a repressão.

No Brasil, país cujo único fenômeno que pode ser categorizado como terrorismo é a repressão do Estado que, só por meio da PM, assassina mais de 15 pessoas todos os dias, a lei de Major Olímpio é completamente absurda. O que crimes contra bancos, bloqueios de vias e depredação de transportes públicos tem a ver com terrorismo? O major fascista escolheu exatamente três das mais comuns atividades que acontecem em manifestações combativas. A inclusão de ocupação de prédios de segurança pública deixa bem claro o preparo para reprimir diretamente a manifestações populares. Nos EUA onde a polícia assassina dez vezes menos que no Brasil o estouro foi o suficiente para que a população revoltada queimasse delegacias, a reação a política de genocídio da população negra e pobre no Brasil tende a ser ainda maior.

O mais importante é compreender que todo o aparato repressivo do Estado irá sempre se voltar perincipalmente contra a classe trabalhadora, afinal quem tem o controle desse aparato é a própria burguesia. Se raramente a repressão ocorre contra setores dissidentes da direita como Sara Winter, Trump e seus eleitores isso não deve ser apoiado de forma alguma pela esquerda, essa política suicida só ira aumentar a repressão contra as próprias organizações populares e a classe operária como um todo. É preciso adotar uma postura de combate a lei anti terrorismo e a qualquer tipo de lei repressiva, são leis fascistas que mesmo ao serem usadas contra a extrema direita na realidade só fazem o regime tender cada vez mais para o próprio fascismo.

Biden já é o candidato das guerras e golpes de Estado, da defesa dos grandes monopólios imperialistas e do esmagamento da classe operária norte americana e mundial, agora ele se mostra ainda mais repressivo que o candidato da extrema direita. Fica cada vez mais difícil enxergar alguma diferença entre ambos, são inimigos dos trabalhadores, e o mesmo vale para Bolsonaro e a “oposição” Dória, Maia e Baleia Rossi. A esquerda deve ter uma política independente de lutar contra a burguesia e todos os seus representantes.

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