Fascismo nas escolas
O Departamento de Educação (DfE), responsável pelas escolas públicas inglesas, editou uma série de orientações aos professores que censuram as atividades em sala de aula
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"Orientações" do Departamento de Educação britânico introduzem o fascismo nas escolas | AFP via Getty Images

O Departamento de Educação (DfE) da Inglaterra, responsável pela gestão das escolas públicas, publicou uma série de “orientações” aos professores na última semana. Estas proíbem que os docentes trabalhem com materiais didáticos de organizações que pedem, ou alguma vez pediram, o fim do sistema capitalista.

No documento, a crítica e a oposição política ao sistema capitalista são classificados como como um perigo antissocial, igualados com o extremismo de direita e o fundamentalismo islâmico.

Uma das orientações mais bizarras é a que fala sobre o apoio a “atividades ilegais”. Diferentes grupos que lutam por uma mesma causa, mas com métodos diferentes de atuação, podem ser ambos condenados como apoiadores de atividades ilegais. Por exemplo, se um partido político se posiciona contra os bancos, mas não atira pedra na vidraça de uma agência, ele pode ser considerado apoiador de atividades ilegais por não condenar quem o faça.

No ensino da disciplina de história, torna-se proibido falar do Partido Comunista Britânico, do Partido Trabalhista, do movimento sindical e de todos as organizações que pedem ou já pediram o fim do sistema capitalista. Na prática, trata-se da introdução da ideologia fascista no interior das escolas britânicas. Os professores ficam proibidos de discutir política nas escolas, abordar o desenvolvimento da luta da classe operária e discutir a política de oposição ao capitalismo de suas organizações políticas e sindicais.

Os conservadores britânicos, que governam o país com Boris Johnson, querem a implementação da censura para avançar no controle ideológico sobre as escolas. É uma coisa muito similar ao projeto Escola Sem Partido, que impede que discussões sobre política, gênero e religião sejam feitas nos espaços escolares.

As orientações enviadas aos professores pelo DfE demonstra que a extrema-direita cresce e procura se organizar na Inglaterra. Uma das políticas características dos fascistas é o abafamento da vida política e cultural. O agravamento da crise capitalista, potencializado pela pandemia do coronavírus, faz com que a extrema-direita procure avançar, estimulada pela direita conservadora tradicional.

No caso em questão, é muito evidente que o Partido Conservador busca criar condições para a emergência de um clima de macarthismo nas escolas britânicas, de histeria anticomunista e caça às bruxas. Os professores que discutirem com os alunos as concepções proibidas, podem e certamente serão alvos de perseguição política. O regime político inglês segue a tendência de direitização, o que se expressa no avanço do fascismo no interior das escolas.

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