Uma política burguesa
A extrema-direita usa a adoção do identitarismo pela esquerda pequeno-burguesa para fazer demagogia democrática
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censura
"Cancelamento": histeria e censura | Arquivo.

Setores da esquerda pequeno-burguesa adotaram há alguns anos como parte central de sua política o identitarismo, ideologia criada nas universidades imperialistas e impulsionada pela burguesia desses países como uma forma de cooptar a esquerda para uma política que substitui a luta d classes por uma luta no terreno cultural.

Nesse sentido, portanto, não deveria haver dúvida que o identitarismo é uma política de direita, encoberta com um verniz de esquerda por sua pretensa defesa das chamadas “minorias”. Mais especificamente, o identitarismo é impulsionado por setores do imperialismo mais poderosos e que nesse momento estão em luta contra o desenvolvimento da extrema-direita na maioria dos países do mundo.

Falando de maneira mais clara, os setores mais poderosos do imperialismo procuram neutralizar a extrema-direita com uma ideologia de tipo pseudo democrática. Essa luta entre esse setor do imperialismo e a extrema-direita não é uma luta de vida ou morte, mas uma luta no terreno eleitoral, parlamentar, e visa a estabelecer determinado controle sobre a extrema-direita que o próprio imperialismo impulsionou nos momentos de maior crise.

É isso que explica a ofensiva da extrema-direita contra o identitarismo. Para ataca-lo, são levantados argumentos democráticos, uma maneira de se defender da ofensiva identitária fazendo demagogia.

Assim, a extrema-direita ataca a censura e os abusos colocados em prática pelos identitários. Claro que essa defesa da liberdade de expressão pela extrema-direita não é nada mis do que a defesa de seus interesses.

A demagogia da extrema-direita não deve ser confundida com o fato de que a política dos identitários seja de fato um ataque às liberdades democráticas, em particular a liberdade de expressão.

Não apenas no terreno do Estado, onde os identitários procuram usar o aparato burguês para calar quem eles consideram inimigos, mas a própria campanha histérica na imprensa e nas redes sociais, que aparece com o nome de “cancelamento”.

A adoção da esquerda pequeno-burguesa às ideias identitárias cria uma confusão política e a extrema-direita aproveita para atacar a esquerda.

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