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A esquerda pequeno-burguesa está à procura de argumentos que justifiquem a sua capitulação diante do governo, relutantes que são em ouvir os clamores das ruas e puxar o “Fora Bolsonaro”. Eis que dois “corajosos” se colocam à disposição para assumir esta dura missão: Artur Araújo e Gilberto Maringoni, este último um intelectual do PSOL. Em matéria assinada por ambos publicada no sítio do Jornal GGN, dizem eles que exigir a derrubada do governo Bolsonaro seria uma “ideia de Jerico”, como diz a expressão popular.

Como intelectual da pequena-burguesia, Maringoni tem uma mentalidade “bem pensante”, quer dizer, em consonância com a campanha e a linha política da imprensa capitalista do momento. Deste modo, Maringoni acredita que a luta em torno da palavra de ordem de “Fora Bolsonaro” só poderia ter expressão em um impeachment de Bolsonaro, o que alçaria Mourão à cadeira presidencial. Isso já mostra a estreiteza do pensamento da dupla.

A derrubada do governo Bolsonaro, montado às pressas nas eleições do ano passado ainda no início de seu governo abalaria ainda mais o regime golpista de conjunto, independente de quem assumir depois que ele caia. Ao contrário do que a matéria dos articulistas dá a entender, quando um governo cai em meio à uma crise, o governo que emerge desta crise normalmente tem menos força que o anterior. Os exemplos históricos são abundantes, como o caso da Argentina onde na esteira da derrubada da ditadura de Jorge Rafael Videla vieram Roberto Eduardo Viola, Leopoldo Galtieri, Reynaldo Bignone e finalmente Raúl Alfonsín, num período de dois anos (!), e mais recentemente, o próprio governo Temer.

Como não poderia deixar de ser, a matéria repete a linha das declarações de Guilherme Boulos e afirma explicitamente que exigir a derrubada de Bolsonaro seria uma ação golpista, agir como Aécio Neves, como disse o ex-presidenciável. Disso talvez possamos concluir que os governos Dilma e Bolsonaro são iguais, ou que a democracia brasileira ainda tenha algum valor, mesmo depois de ter sido constantemente pisoteada desde a derrubada de Dilma e a prisão de Lula. Diz ainda, na sequência que o único beneficiado seria o vice Mourão, fazendo ouvido de mercador para a palavra de ordem de “Diretas Já”, que acompanha o “Fora Bolsonaro” puxado pelo PCO.

Na sequência, o texto expõe claramente que o verdadeiro problema está no medo que a dupla e a esquerda pequeno-burguesa em geral têm de Mourão. Além de assumir em meio à uma profunda crise que seria a derrubada de Bolsonaro, Mourão teria que se enfrentar com o movimento popular sem ter para isso nem uma rusga de apoio popular. O principal problema que Mourão e um setor da direita golpista enfrentam hoje é justamente o fato de que, da direita, o único que consegue mobilizar algumas almas, mesmo que poucas, é Bolsonaro.

Demonstrando mais uma vez a sua total incapacidade de pensar fora da caixa, a matéria aponta claramente como perspectiva para a luta contra o golpe as eleições de 2020 e de 2022, através da já infame frente ampla! De acordo com a matéria de Maringoni o que estaria na ordem do dia para a esquerda brasileira seria a condenação do “projeto” golpista. Quer dizer, isso depois da derrubada de Dilma e da grande farsa montada para que Bolsonaro vencesse as eleições do ano passado, que começou com a retirada de Lula da disputa eleitoral. Como destacado pelo título desta matéria, em nenhum caso em toda a história da humanidade a extrema-direita foi derrotada no terreno puramente eleitoral/institucional.

Logicamente que a convocação de novas eleições diretas para todos os níveis como consequência da derrubada de Bolsonaro bagunçaria completamente os planos articulados pelo PSOL e outros partidos da esquerda para as eleições do ano que vem. No entanto o povo brasileiro não pode esperar por quatro anos enquanto é esfolado por Bolsonaro, apostando todas as fichas em eleições cada vez mais improváveis e menos confiáveis.  Ideia de Jerico é vender o peixe estragado de “Fica Bolsonaro” para o povo brasileiro.

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