Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
O-Jornal-Patricia-Auerbach-1822856
|

A Folha de S. Paulo estampou em seu site na terça (5), a manchete: Pesquisa do governo mostra que 2/3 da população querem militares ou Diretas-Já. Trata-se evidentemente de uma chamada ambígua, que dá a entender que 67% da população serias favorável à intervenção militar. Na verdade a própria matéria, assinada por Monica Bergamo, desfaz a confusão:

No auge da crise, um terço dos brasileiros, de acordo com as sondagens, defendia intervenção militar imediata no país. Outro percentual equivalente queria a realização de eleições antecipadas, e imediatas, para debelar a crise.

Ou seja, a população propensa a aceitar uma ditadura militar se mantém no mesmo patamar de 30% em que estava desde o início da crise política no país.

Sempre que a temperatura política aumenta, a imprensa golpista intensifica a manipulação de suas matérias – sobretudo nas manchetes e nas imagens, que funcionam como memes. Por vezes o conjunto visual exprime justamente o contrário do que consta no texto. A prática é tão descarada que não apenas motivou a criação do Manchetômetro do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública, sediado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), como também o site militante Caneta Desmanipuladora ou a coluna Tradutor, do Diário Causa Operária Online.

Na greve dos caminhoneiros, a imprensa golpista não operou de modo diferente. Por diversas vezes, anunciou antecipadamente o fim da mobilização, deu destaque aos setores mais direitistas da categoria, fomentou o medo a corrida aos postos de gasolina e supermercados. O boato mais marcante foi o agendamento de uma suposta mobilização nacional de caminhoneiros que deveria ter acontecido em Brasília no último dia 4 de junho, e que não contou com qualquer ato organizado (durante a noite, aproximadamente dez fascistas foram vistos com uma buzina em punho e nenhum caminhão em frente ao Congresso Nacional).

Na ausência de qualquer candidato de direita viável para o núcleo duro do golpe – os setores internacionais –, os jornais golpistas mantêm a campanha de apoio a uma ditadura militar. Essa propaganda cumpre um duplo propósito. Por um lado, mantém acesa a possibilidade de golpe das Forças Armadas – falando em intervenção como se fosse uma alternativa constitucional. Por outro lado, alinha-se com o discurso nazista de Jair Bolsonaro. O parlamentar é evidentemente um pária entre os golpistas, e sua candidatura à presidência não é vista com bons olhos pela própria direita, mas não deixa de ser uma alternativa popular a que eles possam recorrer em último caso.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas