Contradição e manipulação
Além dos ataques contra as candidaturas através do TRE/TSE, a burguesia utiliza também dos institutos de pesquisa para distorcer a realidade e legitimar suas fraudes burguesas.
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Burguesia continua seus ataques ao PCO utilizando todas as instituições possíveis. | Foto: Reprodução

As eleições municipais de 2020 estão se concretizando cada vez mais como as mais antidemocráticas dos últimos anos e isso é refletido em como os partidos de esquerda estão sendo tratados e como os mesmos vem sofrendo ataques de várias formas e vindas de todas as instituições burguesas. As candidaturas operárias e dos partidos revolucionários, como é o caso do Partido da Causa Operária, estão desde o início da campanha eleitoral sofrendo com as calúnias, a arbitrariedade dos órgãos que regem as eleições burguesas e agora também com as manipulações grotescas das pesquisas eleitorais, numa tentativa de deslegitimar as candidaturas dos trabalhadores e agindo de acordo com os interesses burgueses.  A manipulação e a falta de credibilidade são claras quando analisamos as pesquisas eleitorais divulgadas pelos institutos Datafolha e Ibope em várias cidades do país, onde em Recife-PE, a contradição é ainda mais escancarada.

Recife – PE: O Datafolha e a rejeição ao que nem mesmo se conhece

O caso mais claro e mais grotesco de todos até o momento está nas pesquisas eleitorais para a prefeitura da cidade de Recife-PE, onde o companheiro Victor Assis é o candidato do PCO. Em pesquisa pelo instituto DataFolha, divulgada no dia 22 de outubro, foram analisadas as intenções de voto dos recifenses, além da rejeição de candidatos e também o conhecimento dos entrevistados sobre quem são aqueles que concorrem á prefeitura, e é nestes dois últimos dados que vemos como as pesquisas mentem e são um tanto quanto contraditórias. Quando questionados sobre o grau de conhecimento sobre os candidatos, dos 868 eleitores entrevistados 8% disseram conhecerem Victor Assis, onde destes, 1% o conheceriam um pouco e os outros 7% conheceriam o companheiro “de ouvir falar”. A contradição está no índice de rejeição. Quando questionados sobre quem não votariam de forma alguma, Victor Assis teria 21% de rejeição, mas como seriam justificados esses 21% se na mesma pesquisa Victor é conhecido por um número inferior que chegaria aos 8%? Para o Datafolha, os eleitores de Recife estão rejeitando candidatos que nem ao menos conhecem ou já ouviram falar. Esse é um jogo típico da política burguesa, afinal nos índices de rejeição Victor estaria entre os “mais bem colocados”, numa verdadeira campanha contra a sua candidatura.

Enquanto Victor estaria entre os primeiros no quesito rejeição, ao mesmo tempo o mesmo está entre os últimos colocados quanto ao grau de conhecimento dos eleitores, ou seja, as pesquisas eleitorais são uma campanha dupla contra a candidatura do PCO, pois é uma tentativa de desmoralizar a candidatura ao colocar Victor Assis como um desconhecido e também um forte rejeitado entre os trabalhadores, ou seja, uma campanha de contradições. Enquanto isso, candidatos que são verdadeiros representantes dos interesses burgueses e da extrema direita, aparecem com números de rejeição muito menores dos que representariam a realidade dos bairros operários não somente de Recife, mas de todo o Brasil.

A manipulação acontece de norte a sul do Brasil   

Outros casos com outros institutos de pesquisa, como o Ibope, também reforçam essa situação da manipulação das pesquisas eleitorais, como é o caso de Curitiba –PR e Paranaguá –PR, onde os candidatos do PCO Diogo Furtado e Emmanuel Lobo teriam respectivamente 8% e 10% de rejeição entre o eleitorado destas cidades. Estes são outros dados que devem ser colocados em dúvida assim como o caso da prefeitura de Recife-PE, afinal como os candidatos em questão teriam índices de rejeição relativamente altos se os mesmos não têm nem mesmo a oportunidade de terem programas eleitorais na imprensa, não são convidados para os debates principais em grandes veículos de comunicação e suas campanhas são realizadas principalmente diante da classe trabalhadora que naturalmente aceita e apoia as candidaturas operárias com muito mais facilidade do que os bairros pequeno burgueses? Outro fator que não condiz com a realidade que tenta ser mostrada nas pesquisas é o atual momento político brasileiro e o conteúdo das campanhas do PCO, onde o Fora Bolsonaro é praticamente unanimidade entre os trabalhadores, quanto mais oprimido maior o apoio a queda do governo golpista, e essa é justamente uma das principais reivindicações da campanha do PCO, ou seja, para os institutos de pesquisa, os trabalhadores estariam rejeitando uma campanha que os chama a se mobilizarem por uma das suas maiores necessidades do atual momento, que é a derrubada do governo golpista.

As pesquisas e a luta de classes

            Apesar de números exatos, as pesquisas eleitorais não passam de um jogo de interesses e seus resultados mostram aquilo que a burguesia e seus candidatos querem que seja a verdade para os trabalhadores, inclusive para legitimar suas fraudes e até mesmo seus golpes contra a classe operária. Muitos fatores são ignorados em pesquisas eleitorais, onde apenas um grupo pequeno de eleitores são entrevistados. Não vemos pesquisas sendo feitas em bairros realmente operários, na porta das fábricas, e isso interfere diretamente em seus resultados. Os resultados claramente serão favoráveis a candidatos burgueses se a pesquisa for realizada em bairros onde o eleitorado da direita golpista for maior, ou se forem ignorados bairros operários onde as candidaturas de esquerda e contra o golpismo tendem a serem mais aceitas e apoiadas pela classe trabalhadora. A matemática apesar de ser exata não deve ser o único método para se realizar uma pesquisa eleitoral, afinal as contradições de classe não se restringem apenas aos números de uma pequena parcela população, não podemos colocar como verdade absoluta as pesquisas eleitorais se nestas são ignoradas fatores econômicos, sociais, de classe e o atual momento político aos quais os trabalhadores são inseridos.

Esse tipo de manipulação, onde apenas números são colocados como a real representação da realidade ignorando todos os outros fatores realmente concretos da vida dos trabalhadores já serviu para legitimar até mesmo grandes golpes de Estado, como foi o caso da Bolívia, onde segundo os setores golpistas estatisticamente Evo Morales não teria condições de vencer as eleições, algo que já foi contestado, pois foram completamente ignoradas as condições econômicas, os sítios eleitorais, entre outros fatores das urnas a serem apuradas.

As pesquisas podem representar algo exato, mas não se aplicam a realidade da luta de classes que mais do que nunca está em sua máxima contradição, assim como qualquer outra instituição dentro da economia capitalista, os institutos de pesquisa também representam os interesses burgueses, a única verdade é aquela imposta pelo capital.

Contra a manipulação e pelas reivindicações da classe operária

Diante de mais uma arbitrariedade e manipulação da burguesia, é preciso deixar claro que o PCO continuará as suas campanhas nas ruas pelo Fora Bolsonaro, por Lula presidente e por um governo dos trabalhadores que realmente satisfaça as necessidades da classe operária. Está claro que essa é mais uma tentativa de atacar e de manipular as eleições e o futuro dos trabalhadores, onde o pleito de 2020 deverá ser mais uma demonstração do golpismo e a tentativa de manutenção do poder burguês, num sistema completamente dominado pela classe burguesa. Por isso, o PCO convoca todos os trabalhadores a participarem e fazerem parte da campanha eleitoral em sua cidade e em todo o país, para denunciar a manipulação burguesa e pela reivindicação e mobilização da classe operária pelos seus interesses e contra a sua exploração.  Por um governo dos trabalhadores, pelo Fora Bolsonaro, por Lula presidente e pelo fim da exploração da classe operária, principalmente diante da crise, devemos sair às ruas e mobilizar os trabalhadores.

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