Hungria: No regime de extrema-direita, imigrantes podem ser espancados ao ar livre

Viktor Orbán

Da redação – A cinegrafista da rede de televisão húngara N1, Petra László, foi absolvida pelo Supremo Tribunal da Hungria da condenação de três anos de prisão (com liberdade condicional) que lhe havia sido imposta em 2017 por haver agredido imigrantes na fronteira daquele país com a Sérvia em 2015.

Naquela ocasião, durante um tumulto numa barreira policial a jornalista chutou duas crianças e deu uma rasteira num imigrante que estava com uma criança nos braços. As cenas foram registradas por outros jornalistas que cobriam o incidente.

A notícia publicada pela rede Deutsche Welle é parca em detalhes, no entanto as razões apresentadas para a reforma da anterior condenação indicam condescendência da justiça húngara com o ato de selvageria covarde e apoio à política anti-imigração do governo de Viktor Orbán, de extrema-direita.

O Primeiro-Ministro da Hungria tem se destacado nos últimos anos por sua política altamente repressiva contra imigrantes vindos da África e do Oriente Médio.

As políticas de agressão em todas as modalidades possíveis contra os países que estão fora do clube imperialista são as grandes geradoras do fluxo migratório descontrolado que aflige a Europa e que, tendo em vista a aceleração da crise financeira-capitalista que estamos presenciando, só tende a aumentar.